Problemas de Peso: como a homeopatia pode ajudar?

A homeopatia pode auxiliar as pessoas que sofrem com problemas de peso. Neste artigo iremos abordar o tema detalhes. Confira!

O equilíbrio alimentar é fundamental na manutenção da saúde e da boa forma. Portanto, é indispensável comer bem para viver bem.

Certos elementos nutritivos são indispensáveis ao nosso equilíbrio fisiológico. Além disso, sabe-se hoje em dia que uma dieta alimentar desequilibrada facilita o aparecimento de várias doenças (distúrbios cardiovasculares, câncer, etc.). A correção desses maus hábitos alimentares tem, portanto, um papel importante na prevenção das moléstias.

Alimentar-se bem: noções básicas

Bem variada, sua alimentação deve conter as três grandes classes de alimentos:

  • Carboidratos: devem constituir cerca de 50% de nossa alimentação. Os carboidratos estão presentes particularmente nos cereais, tubérculos, frutas e féculas.
  • Lipídeos: devem constituir cerca de 30% da alimentação. É possível encontrá-los no azeite de oliva, castanhas, amêndoas, nozes e laticínios;
  • Proteínas: devem constituir cerca de 20% da alimentação, distribuídas entre proteína animal (carnes, peixes, ovos e laticínios) e vegetal (cereais e leguminosas).

Conhecimentos sobre nutrição

A ingestão inadequada de micronutrientes (vitaminas, ácidos graxos e aminoácidos) auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares e do câncer.

As fibras regulam o funcionamento do intestino e facilitam a recuperação do equilíbrio em caso de diabetes ou de excesso de colesterol.

Um organismo equilibrado por uma boa alimentação pode se defender mais facilmente dos ataques microbianos ou virais.

Evite consumir muita gordura saturada (carnes gordas, frituras, certos laticínios, etc.) e dê preferência às gorduras insaturadas (azeite de oliva e ácidos graxos do atum e do salmão).

Prefira os açúcares “lentos” (cereais, leguminosas, raízes, etc.) aos açúcares “rápidos” (refrigerantes, doces, sorvetes, etc.).

Dê preferência a peixe, aves criadas soltas, de forma natural, e derivados de cabra e ovelha. 

Os legumes e as frutas de produção orgânica são indispensáveis para completar a dieta alimentar.

Problemas de peso

Várias pessoas se confrontam com problemas de peso e consultam um homeopata por esse motivo. O caso mais frequente é o excesso, que se deve, na maioria das vezes, a maus hábitos alimentares, em geral agravados por desequilíbrios biológicos (diabetes, taxas de colesterol e triglicérides altas, etc.).

Uma aprendizagem

O papel do médico é, acima de tudo, ensinar o paciente a se alimentar melhor, de modo variado e equilibrado, considerando sua idade e sua atividade física. Os novos hábitos alimentares devem, naturalmente, reservar espaço para o prazer e o convívio social. A dieta mediterrânea, por exemplo, à base de peixes, frutas e legumes, alia sabor e nutrição.

O tratamento homeopático

Para encontrar um medicamento que corresponda a seu paciente, o médico homeopata se interessa por suas preferências e aversões alimentares e pela maneira com que o organismo queima ou estoca os nutrientes. Depois da ingestão de um medicamento específico, o paciente modificará seu comportamento diante de certos alimentos e reencontrará o seu equilíbrio metabólico.

Duas consultas diferentes

As consultas apresentadas a seguir, devido ao problema de excesso de peso, em um caso, e por magreza, em outro, ilustram a abordagem da homeopatia nesse domínio.

Um problema de excesso de peso

Uma mulher consulta seu homeopata devido ao excesso de peso. Ela pesa 20 quilos acima do normal, excesso acumulado durante suas gravidezes e localizado principalmente na altura do tórax e do ventre.

Depois que engordou, ela passou a transpirar muito. Sua alimentação cotidiana é, porém, equilibrada, e os regimes rígidos que ela tem seguido alcançaram resultados decepcionantes.

Durante a consulta, ela menciona as verrugas escuras que apareceram quando estava grávida. Enfim, declara que seu comportamento se alterou: ela está estressada além do normal e muito impaciente; a música, que amava tanto, agora a irrita, e ela não consegue mais se concentrar.

  • Os sintomas observados: ganho de peso de origem hormonal, transpiração, verrugas, impaciência, dificuldade de concentração, aversão pela música.
  • O tratamento homeopático: recomenda-se a escolha de medicamentos que permitirão à paciente reencontrar o equilíbrio e o peso satisfatórios e perceber que, devido ao estado de agitação, ela comia demais sem se dar conta.

Um problema de magreza

Uma adolescente, acompanhada de sua mãe, consultou um homeopata por causa de dificuldades escolares. Ela tem muita dificuldade para se concentrar e, portanto, para aprender. Trata-se de uma jovem taciturna, que é de uma magreza persistente, apesar de ter bom apetite. 

Ela se queixa de enxaqueca antes do início de cada ciclo menstrual. Sua pele é pálida e tem acne.

Enfim, durante a entrevista, sua mãe revela que ela tem que esconder o sal da filha, como se escondem guloseimas de outras pessoas.

  • Os sintomas observados: concentração difícil, tristeza quando criança, magreza apesar do bom apetite, enxaqueca antes da menstruação, acne, desejo exagerado de sal.
  • O tratamento homeopático: O médico deve prescrever um medicamento que faça a paciente ganhar um pouco de peso, curar a enxaqueca e a acne e que permita melhores níveis de concentração.

Lembre-se da importância de consultar médicos homeopatas de sua confiança e nunca se automedicar. 

O acompanhamento nutricional também é imprescindível antes de qualquer iniciativa para cuidar da sua alimentação. Cuidado com as “dietas milagrosas”. 

Em caso de dúvidas, entre em contato com a gente. Estamos sempre à sua disposição.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Dor: uma epidemia silenciosa

Muitas pessoas convivem diariamente com variados tipos de dor. Tanto é que nos dias de hoje a dor pode ser vista como uma epidemia persistente e contínua, afetando de maneira considerável a qualidade de vida da população mundial.

Assim sendo, as ciências médicas têm como objetivo, desde seus primórdios, mitigar os desconfortos causados pelas dores. Entretanto, com o advento dos analgésicos e seu uso descontrolado, construímos uma sociedade ainda mais doente.

A epidemia das dores sobrecarrega sistemas de saúde e desfalca os cofres públicos. Mais do que isso, a demanda para abrandar tantos desconfortos físicos acarreta consigo muito sofrimento.

Grande parte dos fármacos utilizados para alívio da dor é composta por opioides. Com atuação direta no sistema nervoso, garantem que a percepção da dor não ocorra, proporcionando conforto e satisfação aos pacientes. Contudo, na imensa maioria dos casos, essa é uma solução paliativa, pois tais medicamentos não tratam a doença causadora dos sintomas, apenas seus efeitos.

Cuidar somente da eliminação ou supressão da dor não é a solução. Além do mais, essa abordagem pode mascarar a real gravidade dos quadro clínicos, trazendo complicações e cronicidade, sem contar os efeitos colaterais.

Analgésicos e os riscos para a saúde

A necessidade contemporânea de soluções práticas e imediatistas promove o consumo desenfreado dos medicamentos analgésicos. Em um mundo acelerado, parar não é uma opção e isso compromete a saúde das pessoas.

É evidente que em ambientes hospitalares, analgésicos potentes são fundamentais, inclusive nos cuidados com pacientes em estado terminal. Por isso, é tão crucial a decisão acertada dos profissionais de saúde sobre a verdadeira imprescindibilidade de sua prescrição. Afinal, o uso indiscriminado de tais substâncias causa dependência, reduz a expectativa de vida e pode, inclusive, causar a morte.

A homeopatia como aliada no combate à dor

Quando pensamos a medicina sob um viés integrativo e humanizado, a homeopatia se apresenta como um caminho terapêutico capaz de auxiliar sobremaneira no combate às dores. Há indícios de que a percepção da dor é indissociável do aspecto emocional dos pacientes e os traumas psicológicos muitas vezes possuem desdobramentos no universo físico.

Dessa forma, a homeopatia conta com medicamentos capazes de tratar dores severas e, ao mesmo tempo, cuidar da parte mental dos indivíduos.

Por ser uma terapia que trata o paciente como um todo, levando em consideração os mais diversos aspectos inerentes à condição humana, o que importa no tratamento homeopático é a forma com que os pacientes se sentem e como reagem em relação à dor.

Em outras palavras, a homeopatia apresenta uma abordagem distinta no enfrentamento das enfermidades, trazendo à tona uma reflexão holística sobre a questão das dores, sempre com responsabilidade e empatia.

Por ser uma alternativa mais segura e natural, com menos efeitos colaterais e sem risco de causar dependência química, o tratamento homeopático permite alcançar ótimos resultados quando realizado de maneira correta.

Artrite, Artrose e Dores nas Costas – Tratamento Homeopático

A homeopatia pode auxiliar no tratamento de artrite, artrose e dores nas costas – ou amenizar sua evolução – sozinha ou associada a outros tratamentos.

As articulações são estruturas frágeis, muito solicitadas, frequentemente sujeitas a lesões por vezes definitivas. Um medicamento homeopático bem escolhido pode aliviar as dores e interrompê-las ou, ao menos, retardar a evolução das lesões.

A anatomia das articulações

As articulações são estruturas que unem os ossos entre si e permitem movê-los uns em relação aos outros. Distinguimos vários tipos delas, segundo a forma e o grau de mobilidade que permitem.

  • As articulações imóveis: são ásperas, irregulares ou dentadas, e se encontram entre os ossos. As articulações do crânio são exemplos de articulações.
  • As articulações móveis: ligam as extremidades ósseas separadas umas da outras por uma cavidade articular. Nesse tipo de articulação, as superfícies ósseas são cobertas por um tecido elástico liso e resistente (a cartilagem) que reduz sensivelmente os atritos durante o movimento. A articulação é envolta por uma cápsula, revestida internamente por uma membrana fina, a sinovial. Esta última secreta um líquido, a sinóvia, que lubrifica as superfícies articulares e assegura a nutrição da cartilagem. O joelho e o quadril são exemplos de articulações móveis.

O reumatismo de origem mecânica: a artrose

A artrose resulta do desgaste da cartilagem que fortalece as juntas em consequência de um defeito mecânico, do uso exagerado da articulação (atividade esportiva ou profissional muito intensa), da obesidade ou do envelhecimento – sendo esta última causa a mais comum.

Os sintomas

A dor que a pessoa sente é chamada de “mecânica”, pois aparece quando se está em movimento e desaparece nos momentos de repouso.

Contudo, o problema pode se complicar, causando uma dor permanente, inclusive durante a noite.

O tratamento alopático

É essencialmente preventivo e consiste na luta precoce contra o excesso de peso, o desgaste das articulações e os microtraumatismos repetidos. Durante as crises com dor, o tratamento se baseia na administração de anti-inflamatórios. Quando a crise passa, a pessoa deve manter o repouso da articulação e fazer sessões de reeducação postural global (RPG). Quando a articulação está muito danificada, o médico pode indicar o implante cirúrgico de uma prótese.

O tratamento homeopático

Além dos casos em que houve a solicitação excessiva de uma articulação, a artrose é um distúrbio essencialmente ligado ao envelhecimento. Por isso, a melhor forma de tratá-la é tomar medidas para melhorar a qualidade de vida e fazer um tratamento homeopático que vai recomendar um medicamento baseado nos sintomas mais característicos do paciente.

O medicamento não exercerá efeito sobre o envelhecimento, propriamente dito, mas sobre o que torna esse envelhecimento doloroso: ainda que a artrose, por exemplo, seja muito frequente, nem todos sofrem dela, o que confirma que a velhice por si só não é sua causa.

A artrite: reumatismo de origem inflamatória

Reunidos sob o nome de artrite, os diversos tipos de reumatismo inflamatório caracterizam-se por dores nas articulações afetadas. Essas dores se manifestam sobretudo no final da noite e necessitam de um “desenferrujamento” matinal, isto é, cessam quando o paciente faz um alongamento antes de se levantar. Os sinais de inflamação (vermelhidão, inchaço, calor das articulações atingidas) se manifestam apenas em caso de inflamação aguda.

O tratamento alopático

Baseia-se na administração, de um lado, de remédios destinados a fazer desaparecer os sintomas (analgésicos para a dor, anti-inflamatórios e corticoides contra a inflamação); de outro lado, de remédios para combater o processo patológico propriamente dito (antimaláricos, sais de ouro, etc). Esses tratamentos são responsáveis por efeitos colaterais sérios, o que torna necessário um acompanhamento médico rigoroso. A alopatia também propõe tratamentos ortopédicos (cirurgia, próteses, ergoterapia, reeducação postural, etc.).

O tratamento homeopático

A homeopatia trata de modo muito personalizado os pacientes que sofrem de reumatismos inflamatórios. Apenas a busca do medicamento de fundo poderá permitir o alívio das dores, o fim delas ou, pelo menos, o retardamento da evolução da doença.

Dores nas costas 

Um mal extremamente comum, a dor nas costas pode ter múltiplas causas. Quando não é decorrente de um distúrbio das vísceras ou de uma espondilartrite, pode ter sua origem na má postura, no sedentarismo, no estresse, na deformação da coluna vertebral (escoliose, cifose, lordose, etc.), na osteoporose e, até mesmo, numa hérnia de disco.

Torcicolo

É uma contração dos músculos do pescoço que causa uma torção e uma dor forte. Em consequência, a cabeça fica numa posição inclinada. Normalmente o torcicolo desaparece espontaneamente depois de alguns dias. Se isso não ocorrer é necessário fazer uma consulta médica para detectar um eventual distúrbio subjacente (como artrose cervical, por exemplo). 

Dor ciática

A ciática é uma dor que se irradia ao longo do nervo ciático, podendo se estender por todo o percurso desse nervo, que vai das nádegas até os pés. A dor ocorre quando o nervo ciático é comprimido. Pode ser decorrente de problema de postura, movimento em falso, ou até de uma hérnia de disco.

O tratamento alopático para esses casos baseia-se no repouso e na administração de remédios e relaxante muscular contra a dor; em certos casos, o uso de uma coleira cervical ou coletes para manter a coluna vertebral ereta, pode ser necessário. Sessões de fisioterapia também podem ser indicadas.

O tratamento homeopático pode ser realizado com a prescrição de diferentes medicamentos que são escolhidos em função dos sintomas mais característicos do paciente. Podem trazer alívio prolongado em associação a outros tratamentos. Por isso, é fundamental realizar uma consulta com médicos homeopatas antes de tomar qualquer decisão.

Associação alopatia e homeopatia

Nada impede que a pessoa que se trata com alopatia possa recorrer à homeopatia. De fato, os tratamentos alopáticos não modificam as características pessoais, que são justamente as mais utilizadas para determinar um medicamento homeopático específico para o paciente. Portanto, é possível utilizar a homeopatia para aliviar problemas reincidentes, ao mesmo tempo que se usa a alopatia.

Procure seu médico, cuide da sua saúde e, se precisar, conte com a gente.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

A Boca e os Dentes – Tratamentos Homeopáticos

A homeopatia é uma excelente aliada da saúde da boca e dos dentes, particularmente na prevenção das afecções mais comuns, como as cáries dentárias e a retração da gengiva.

Quando o assunto é cuidados com a boca e os dentes, a homeopatia pode constituir um excelente complemento, principalmente na prevenção, e oferecer ajuda em diversas circunstâncias. Por exemplo: com os medicamentos destinados a combater a hipersensibilidade aos cuidados odontológicos ou o medo de se submeter ao tratamento odontológico.

A anatomia da boca e dos dentes

A boca e os dentes são parte integrante do aparelho digestivo: é na boca que os alimentos são mastigados pelos dentes antes de serem empurrados pela língua até a faringe e o início do tubo digestivo. Os dentes desempenham também papel estético, ao sustentar os lábios e as bochechas, e funcional, na emissão de sons. Um adulto possui 32 dentes.

  • Os incisivos (8) chatos e cortantes, cortam os alimentos.
  • Os caninos (4), longos e pontudos, despedaçam os alimentos.
  • Os pré-molares e molares (8 e 12, respectivamente) amassam os alimentos.

As diferentes afecções

A mais frequente é a cárie dentária, seguida dos abscessos, inflamações e retração da gengiva. A homeopatia pode oferecer alívio apreciável depois das extrações dentárias.

A cárie dentária

A cárie ocorre devido à ação combinada de três fatores: a herança genética, a alimentação rica em açúcar branco (balas, chocolates, doces, etc.) e a placa bacteriana (substância que se deposita sobre o dente, composta de restos de alimentos, saliva e bactérias). A cárie é a formação de uma cavidade no dente: as bactérias assimilam os açúcares, proliferam e secretam um ácido que ataca o dente. O processo desencadeia-se vinte minutos depois da ingestão de açúcares rápidos.

A prevenção e o tratamento clássico

A escovação cuidadosa dos dentes depois de cada refeição, complementada pelo uso de fio dental, é um meio eficaz de prevenir a formação de cáries. Além disso, é imprescindível consultar o dentista regularmente. Ele pode cuidar dos dentes afetados, fazendo as restaurações e os reparos necessários.

O tratamento homeopático

Ao considerar o paciente em sua totalidade, um tratamento homeopático de fundo permite fazer regredir a predisposição às cáries. São diferentes medicamentos que podem ser prescritos para distintas situações, como: dentição de leite atrasada, pacientes ansiosos e com desejo de açúcar, fístulas na gengiva e dentes quebradiços.

O abscesso dentário

O abscesso ocorre geralmente depois de uma cárie. É causado por uma infecção não tratada da polpa – tecido formado de nervos e vasos sanguíneos, situado no interior do dente. 

Quando a polpa é destruída, a infecção atinge o osso da mandíbula. Um abscesso dentário se manifesta por vermelhidão e por inchaço na gengiva e até no rosto, e por uma dor lancinante que dificulta a mastigação.

O tratamento alopático

Consiste em drenar o pus e em seguida higienizar os canais da polpa infectada. Uma vez que a inflamação é controlada, os canais são obturados e os dentes são eventualmente cobertos por uma coroa. Em geral é prescrito um antibiótico.

O tratamento homeopático

Em todos os casos de abscesso dentário as complicações podem ser graves, por isso deve-se consultar o dentista o mais rápido possível.

Como em alguns tipos de abscesso o dentista não pode intervir imediatamente, um medicamento homeopático pode contribuir para aliviar a infecção enquanto se espera o cuidado odontológico.

Gengivite e retração da gengiva

A inflamação das gengivas, ou gengivite, manifesta-se pelo inchaço das gengivas, que ficam vermelhas e sangram facilmente. Se não for tratada, essa inflamação pode atingir os tecidos de sustentação dos dentes, causando uma periodontite. 

A retração da gengiva deve-se a diversos fatores, como uma periodontite, má higienização bucal, má oclusão e ranger de dentes. A retração da gengiva é progressiva: a raiz do dente fica aparente, o que a deixa sensível ao calor e ao frio, ao açúcar e favorece o desenvolvimento de cáries sobre a parte exposta. A gengiva e o tecido de sustentação dos dentes podem, consequentemente, ser atingidos, havendo o risco de perda de dentes.

A prevenção e o tratamento odontológico

A prevenção desses problemas dentários mais graves deve começar na infância. É importante que a criança tenha os dentes na posição correta; se for preciso, deverá usar um aparelho ortodôntico. No adulto, os cuidados necessários são a escovação dos dentes após as refeições e a limpeza do tártaro feita com regularidade. 

Para tratar o ranger dos dentes existem placas que distribuem a pressão por toda a arcada dentária e são usadas durante a noite. Enfim, a periodontia propõe diferentes tratamentos, como a curetagem das gengivas.

O tratamento homeopático

Para o homeopata, a retração da gengiva é um problema tipicamente genético, que é necessário reequilibrar. Quanto mais precocemente a retração gengival for identificada, mais eficaz será o tratamento. 

Lembre-se de escovar bem os dentes

Para surtir efeito, a escovação dos dentes deve ser feita todos os dias, depois das principais refeições, durante mais ou menos três minutos. Escolha uma escova com cerdas macias e não deixe de substituí-la regularmente.

A escovação deve ser mais cuidadosa do que enérgica, devendo ser feita sobre todas as faces dos dentes, com um movimento que parte da gengiva em direção a eles.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Tratamento Homeopático para Males do Nariz, Garganta e Ouvidos

Atenção: alguns distúrbios do nariz, garganta e dos ouvidos justificam uma consulta médica devido a possíveis complicações, não devendo ser tratados por meio da automedicação, seja com o uso de medicamentos homeopáticos ou não. O intuito deste artigo é informativo. Em caso de dúvidas, recorra ao seu médico de confiança.

A homeopatia encontra um campo propício no tratamento das afecções otorrinolaringológicas, tanto nas fases agudas quanto nos estados crônicos e na sua prevenção.

Entre os adultos, cerca de 25% das consultas médicas em geral são ocasionadas por moléstia no nariz, na garganta e nos ouvidos. Um grande número desses problemas pode ser tratado pela homeopatia, que, além disso, pode diminuir a predisposição do paciente a adoecer, evitando que ele tome medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios.

Anatomia do nariz, garganta e ouvidos

Por meio do nariz, da garganta e dos ouvidos é que podemos respirar e ouvir. Esses órgãos também participam das funções da fala e da digestão, além de contribuírem para o equilíbrio.

  • O nariz

A parte inicial das vias respiratórias, o nariz, possui duas fossas nasais, que se abrem na frente através das narinas e por trás na parte posterior da garganta. A parede superior das fossas nasais é revestida por uma mucosa, onde se encontram células olfativas. Cavidades ocas e cheias de ar nos ossos da cabeça, os seios maxilares, abrem-se nas fossas nasais.

  • A garganta

É o interior do pescoço, que compreende duas áreas distintas: a faringe e a laringe.

  • A faringe se inicia nas coanas (orifícios posteriores das fossas nasais) e prossegue até a entrada do esôfago.
  • A laringe é um tipo de cilindro oco e rígido constituído por cartilagens, sendo que a mais volumosa, a cartilagem tireoide, desenha o pomo-de-adão. As cordas vocais fazem parte da laringe.
  • Os ouvidos

Cada ouvido é composto de três partes:

  • O ouvido externo é formado pelo pavilhão e pelo conduto auditivo externo;
  • O ouvido médio é constituído por uma cavidade, a caixa do tímpano (separada do conduto auditivo externo pelo tímpano) e os ossículos (martelo, bigorna e estribo). Comunica-se com a faringe por um canal, a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, que desempenha papel importante no equilíbrio da pressão.
  • O ouvido interno é formado por um conjunto de canais que constituem duas partes, a cóclea e o labirinto.
  • A função dos ouvidos
  • A audição. Os sons fazem o tímpano vibrar. Essas vibrações são transmitidas, por intermédio dos ossículos, ao ouvido interno, que as transforma em impulso nervoso, transmitido ao cérebro.
  • O equilíbrio. As estruturas situadas na parte posterior do labirinto, chamadas vestíbulos e canais semicirculares, informam sobre a posição da cabeça no espaço e seus deslocamentos.

Rinite  

Afecção benigna e extremamente comum na forma aguda, a rinite ataca a mucosa que reveste as fossas nasais.

  • A rinite aguda. Causada por uma infecção viral ou bacteriana, corresponde ao que chamamos de resfriado na linguagem comum.
  • A rinite alérgica. É uma forma de manifestação alérgica que se traduz por uma sensibilidade anormal a diferentes substâncias presentes no ambiente (os alérgenos: pólen, poeira, mofo, etc.). Manifesta-se, de acordo com o caso, por coceira no nariz, espirros constantes, nariz entupido, corrimento nasal claro e líquido, etc.
  • A rinite crônica. Trata-se de uma inflamação reincidente ou mais ou menos permanente das fossas nasais que tem origem num distúrbio vasomotor da mucosa do nariz; raramente é desencadeada por um fenômeno alérgico. Manifesta-se por obstrução do nariz e dor de cabeça, e pode ser acompanhada de pólipos e tumores benignos que se desenvolvem na altura das fossas nasais.
  • O tratamento alopático

A medicina convencional prescreve o tratamento para rinite aguda de acordo com os sintomas: medicamentos para descongestionar o nariz, repouso, etc. 

Para rinite alérgica, recomenda abolir, na medida do possível, o contato com o alérgeno em questão. Certos medicamentos anti-histamínicos (contra alergia) ou anti-inflamatórios aliviam os sintomas. Em alguns casos, uma dessensibilização (injeção de doses repetidas e crescentes do alérgeno em questão) pode ser proposta. 

O tratamento das rinites crônicas, por fim, visa a melhorar, se necessário, a ventilação do nariz, através de cauterização ou cirurgia.

  • O tratamento homeopático
  • A rinite aguda ou resfriado. Um tratamento homeopático pode aliviar rapidamente as manifestações de um resfriado. O medicamento é receitado conforme a descrição dos sintomas. 
  • A rinite alérgica. Um tratamento homeopático bem conduzido pode fazer desaparecer a predisposição genética para a alergia. Além disso, as manifestações agudas da rinite alérgica podem ser rapidamente aliviadas pela homeopatia. 
  • A rinite crônica. Para tratar esse distúrbio pela homeopatia é indispensável pesquisar um medicamento de fundo. 

Sinusite

É uma inflamação provocada por um vírus ou uma bactéria, de um ou de vários dos seios da face. Pode ser decorrente de uma infecção do nariz ou dos dentes. Manifesta-se por uma dor acima ou abaixo da órbita ocular, relacionada a uma sensação de tensão que aparece geralmente quando a pessoa está deitada, durante algum esforço físico, com tosse e ao fim do dia. Às vezes há corrimento purulento, tanto pelo nariz como na garganta.

  • O tratamento alopático

Baseia-se na administração de antibióticos e, se necessário, recomenda também anti-inflamatórios e analgésicos.

  • O tratamento homeopático

Em se tratando de sinusite, uma consulta médica é sempre aconselhada. Existe uma série de medicamentos homeopáticos que podem aliviar os sintomas da sinusite aguda enquanto se espera a consulta com o médico. No caso de sinusites crônicas, o médico homeopata deve determinar um medicamento de fundo.

Otite

É uma inflamação do ouvido que pode ocorrer de duas formas: a otite média (chamada simplesmente de otite, na linguagem cotidiana), inflamação do ouvido médio, e a otite externa, inflamação do revestimento do conduto auditivo externo.

  • A otite média 
  • A otite aguda. É uma inflamação decorrente de infecção por uma bactéria ou vírus, que, na ausência de tratamento, evolui para quatro estágios: otite congestiva (tímpano vermelho); otite catarral (tímpano liso e opaco); otite purulenta (tímpano convexo abaulado, o que indica a presença de pus na caixa do tímpano); otite perfurada (uma perfuração espontânea do tímpano deixa o pus escorrer para o exterior).
  • A otite serosa. Decorrente de um distúrbio da tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio traduz-se por uma secreção de líquido sem pus e se manifesta sob a forma de crises agudas sucessivas ou diminuição da audição.
  • A otite crônica. Decorrente da presença de um foco infeccioso permanente nas cavidades do ouvido médio, pode configurar-se de duas formas: otite mucosa, caracterizada por perfuração do tímpano e secreção marcada por episódios de rinofaringite, e otite colesteatomatosa, provocada pelo desenvolvimento de um quisto no ouvido, que se manifesta por um corrimento pouco intenso e dor latejante.
  • A otite externa

    É frequente nas pessoas que abusam do uso de cotonetes, o que elimina a cera, a camada protetora do conduto auditivo, e agride a pele do conduto. A otite externa manifesta-se por coceira, dor de ouvido às vezes violenta a ponto de impedir o sono, secreção malcheirosa e dor quando se toca o pavilhão do ouvido.
  • O tratamento alopático

O tratamento da otite média aguda baseia-se na administração de antibióticos e analgésicos; quando o tímpano está abaulado, às vezes é feita uma perfuração cirúrgica (paracentese).

O tratamento da otite serosa consiste em colocar no tímpano um pequeno aparelho que permite que o ar entre no ouvido.

Na otite crônica, uma intervenção cirúrgica para reparar o tímpano danificado às vezes é necessária. Enfim, o tratamento da otite externa se baseia em instilar gotas de antibióticos e anti-inflamatórios no ouvido.

  • O tratamento homeopático
  • A otite média. Uma otite aguda sempre justifica uma visita médica. Para aliviar a dor, diferentes medicamentos podem ser ministrados. Em relação à otite serosa é necessário um tratamento com o medicamento de fundo. A homeopatia, enfim, é incapaz de curar a perfuração do tímpano decorrente de uma otite crônica.
  • A otite externa. Muitas vezes os medicamentos homeopáticos prescritos conseguem aliviar os sintomas, sem a necessidade de utilizar medicamentos no local nem compressas.

Laringite

É uma infecção aguda ou crônica da laringe. A laringite aguda afeta sobretudo crianças pequenas e pode causar distúrbios respiratórios muitas vezes sérios. Portanto, sempre justifica uma consulta médica de urgência.

Distinguimos dois tipos de laringite aguda: a laringite catarral (voz rouca, respiração difícil) e a laringite estridulosa (espasmo da laringe, respiração muito difícil e tosse). A laringite crônica está frequentemente relacionada com o fumo, álcool ou uma predisposição genética; raramente é devida a uma fadiga vocal, ou uma infecção local, que se traduz essencialmente pela alteração da voz, que se torna rouca.

  • O tratamento alopático

Para tratar a laringite aguda, utilizam-se anti-inflamatórios por via oral ou local. No caso da laringite crônica, o tratamento é feito de acordo com a causa; recomenda-se parar de fumar, repousar a voz no caso de fadiga vocal, etc.

  • O tratamento homeopático

Fazer uma consulta médica deve ser a regra no caso da laringite, especialmente ao tratar de crianças pequenas. De qualquer modo, um medicamento homeopático bem escolhido pode tratar rapidamente a laringite aguda.

Inflamação da garganta

É a inflamação aguda das amígdalas, na garganta, de origem bacteriana ou viral. 

A amigdalite é muito comum na infância, na adolescência e entre adultos jovens, e pode assumir várias formas : inflamação vermelha (mucosa da garganta avermelhada de modo anormal), inflamação branca (presença de uma camada esbranquiçada) e inflamação infecciosa (presença de pus). 

As inflamações sucessivas da garganta resultam da presença de um foco infeccioso permanente no tecido das amígdalas ou de uma imunodeficiência.

A inflamação da garganta causa dificuldade em engolir, inchaço dos gânglios e muitas vezes febre. Se não for tratada, a infecção provocada por estreptococo pode se complicar, transformando-se numa grave inflamação das grandes articulações e do coração (reumatismo articular agudo).

  • O tratamento alopático

Baseia-se na prescrição de antibióticos para prevenir uma eventual infecção por estreptococo e evitar a reinfecção. Em certos casos de amigdalites crônicas, indica-se uma cirurgia para a retirada das amígdalas.

  • O tratamento homeopático

A homeopatia pode tratar rapidamente uma inflamação da garganta com auxílio de diferentes medicamentos receitados conforme as características dos sintomas.

Caso ocorram reincidências, o tratamento cuidará da predisposição do paciente e, portanto, será necessário estabelecer um medicamento de fundo. 

Evite a automedicação e, sempre que necessário, marque uma consulta com os profissionais da saúde em que você confia.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Uma Breve História da Homeopatia

Apresentaremos neste artigo uma breve história da homeopatia. Esperamos que gostem do conteúdo. Boa leitura!

Os princípios da homeopatia foram propostos no final do século XVIII pelo médico alemão Samuel Hahnemann, que, decepcionado com a medicina do seu tempo, empenhou-se em conceber um novo modo de tratamento. Essa terapia ganhou vários adeptos rapidamente, mas também vários oponentes.

Os precursores

A história da homeopatia se inicia com Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843). Em 1796 ele nomeia essa nova medicina a partir das palavras gregas “homoios” (“semelhante”) e “pathos” (“aquilo que se sofre”). Para alguns historiadores, encontramos na obra de dois ilustres predecessores de Hahnemann, Hipócrates e Paracelso, os fundamentos de vários princípios homeopáticos fundamentais. De fato, Hahnemann era erudito e certamente conhecia os exemplos de tratamento por meio de substâncias semelhantes, veiculados pela tradição hipocrática. Sua originalidade foi sistematizar a hipótese e comprová-la por meio de um enorme trabalho experimental.

  • Hipócrates e o tratamento pelos semelhantes

A história da medicina ocidental tem início com o médico grego Hipócrates (460-377 a.C.). Sua obra contém algumas observações próximas de um dos conceitos fundamentais da homeopatia: o tratamento a partir dos semelhantes. Contudo, Hipócrates não tira nenhuma conclusão sobre o uso sistemático dos semelhantes; além disso, essas observações têm caráter isolado, já que o autor recomenda tratamentos pelos contrários em vários textos.

  • A “teoria das assinaturas” de Paracelso 

Para outros historiadores, é na obra de Paracelso (1493-1541) que devemos procurar a origem da homeopatia. De fato, Paracelso é autor de uma “teoria das assinaturas”, segundo a qual o Criador havia deixado na aparência das plantas os indícios (como uma espécie de “assinatura” divina) que permitem ao homem deduzir-lhe as virtudes medicinais. Contudo, Paracelso via uma analogia entre o aspecto físico de uma planta e suas propriedades, enquanto a homeopatia é fundada sobre a relação entre os sintomas que uma substância produz sobre os indivíduos são e aqueles que ela cura nos doentes.

Decepções de um jovem médico

Hahnemann nasceu em 10 de abril de 1755, em Meissen, pequena cidade da Saxônia, na Alemanha. Aos 20 anos, ingressa no curso de medicina de Leipzig. Aos poucos, ele mesmo financia seus estudos, com traduções e aulas particulares de grego e francês. Hahnemann continua os estudos em Viena, mas acaba interrompendo-os por falta de dinheiro. 

Mais tarde, o governador da Transilvânia o contrata como médico particular, e lá ele se inicia na franco-maçonaria. Hahnemann termina seus estudos em Erlagen e defende sua tese em 10 de agosto de 1779. Desde então, passa a exercer a medicina e continua a traduzir obras médicas. 

Mas o jovem médico acha a medicina de seu tempo precária, e deixa de praticá-la em 1790. É fato que a arte médica do final do século XVIII não curava satisfatoriamente: faltava rigor à teoria em consequência da incorreção dos experimentos: utilizava-se ainda a classificação de Galeno, segundo a qual as doenças são causadas pelo excesso de calor, umidade, secura ou frio, estados aos quais se opõem os medicamentos, classificados segundo as mesmas categorias. “A sangria, os antiflogísticos (substâncias que supostamente combatem a inflamação), os banhos mornos, as bebidas diluentes, as dietas, os depurativos, os eternos purgativos e enemas constituem o círculo vicioso no qual giram os médicos alemães”, escreveu então Hahnemann.

A cura pelo semelhante

De 1790 a 1796, Hahnemann viveu exclusivamente de suas traduções. Cada vez mais frequentemente ele fichava as obras que traduzia e não hesitava em registrar seu desacordo com o autor. Assim, em 1790, ao traduzir a Matéria médica do escocês Cullen (1710-1790), ele escreve uma nota importante sobre a casca da quina, de que se extrai a quinina. Cullen afirma que ela é eficaz nas febres intermitentes porque suas propriedades amargas e adstringentes (constipantes) exercem uma ação fortificante sobre o estômago. Hahnemann discorda dessa opinião.

Acrescenta que ele mesmo tinha experimentado tomar “durante vários dias, duas vezes por dia, 4 dracmas (1 dracma = cerca de 3,24 gramas) de boa quinina”, e depois descreve minuciosamente o que sentiu em decorrência dessa experiência, que assim resumiu: “Eu tive todos os sintomas que habitualmente acompanham a febre intermitente”. Mais tarde, Hahnemann afirma: “A casca peruana (quinina), utilizada como medicamento para febre intermitente, funciona porque ela pode produzir, nos indivíduos sãos, sintomas semelhantes àqueles da febre intermitente”.

Dois novos conceitos na história da homeopatia: o infinitesimal e a dinamização

Ao mesmo tempo que multiplica as experimentações sistemáticas de várias substâncias medicinais no homem são, Hahnemann retoma a prática da medicina, desta vez homeopática, para se certificar de que cada substância escolhida segundo os sintomas que provoca é capaz de curar os pacientes que apresentam esses mesmos sintomas.

Durante seus experimentos, Hahnemann faz uma descoberta curiosa: a administração de um medicamento semelhante pode provocar um agravamento do estado do paciente, seguido de sua melhora. Ele conclui que os sintomas provocados pelo medicamento se juntam àqueles decorrentes da doença antes de o corpo reagir contra esse conjunto, e por isso as doses devem ser diminuídas para evitar intoxicações. É assim que ele testa com sucesso as dosagens cada vez menores, que chamamos hoje em dia de “infinitesimais” e que ele classificou na época como “imateriais”.

Por outro lado, suas pesquisas põem em evidência um fato ainda hoje sem explicação: quando os medicamentos são simplesmente diluídos, são pouco operantes; quando eles são agitados energicamente a cada diluição, se tornam eficazes. É por isso que Hahnemann não fala em diluição e sim em “dinamização”.

  • Primeiros sucessos, primeiros adversários

Em 1805, Hahnemann publicou Fragmentos sobre os efeitos positivos dos medicamentos observados no homem são. Estabelecido em Torgau, ele assiste ao sucesso crescente da nova medicina e à chegada de doenças vindas de muito longe. Ao mesmo tempo, surgem os primeiros críticos da homeopatia. Nessa época, Hahnemann abandona as traduções para se dedicar exclusivamente às próprias obras: Medicina da experiência, de 1806, e Órganon da arte de curar, publicado em 1810. Esta última, que apresenta essencialmente os grandes princípios da homeopatia, ganha várias edições em toda a Europa e América do Norte.

A difusão da homeopatia

Em 1811, Hahnemann volta a Leipzig, onde publica o primeiro volume da Matéria médica pura (coletânea das propriedades curativas dos medicamentos) e consegue autorização para dar aulas na universidade. Recebe o apoio de seus jovens alunos: trinta e sete deles contribuem com as experimentações necessárias ao segundo volume da Matéria médica pura, lançado em 1821. Mas, se o número de homeopatas aumenta, cresce também o número de seus adversários. 

Devido às críticas, Hahnemann se transfere de Leipzig para Anhalt-Koëthen, onde reside de 1820 à 1835, sob a proteção do duque Ferdinando.

Em 1828, Hahnemann publica a primeira edição do Tratado das doenças crônicas, um marco para a história da homeopatia e que traz uma inovação: a consideração, no estudo de cada caso, também dos sintomas anteriores àqueles mais recentes, que motivaram a consulta. A doença crônica, segundo Hahnemann, é um tronco sobre o qual brotam, como ramos, os diferentes episódios patológicos da vida de cada um. Em outras palavras, a prescrição de um medicamento escolhido em função do conjunto desses sintomas alcança resultados incomparavelmente superiores aos das prescrições baseadas apenas nos sintomas do momento.

  • Os anos parisienses

Em junho de 1835, Hahnemann se instala em Paris, onde a homeopatia já é conhecida nos meios intelectuais. Entretanto, no seio da comunidade de homeopatas surge uma divisão: alguns discípulos de Hahnemann seguem seus princípios rigorosamente (atualmente os chamamos de “unicistas”, porque prescrevem apenas um medicamento por vez); outros preconizam o uso de vários medicamentos simultânea ou alternadamente (são os “pluralistas”) e editam uma revista em Leipzig a partir de 1822. É a corrente pluralista que triunfa em Paris. Os oito anos parisienses são, contudo, os mais felizes da vida de Hahnemann, que mantém uma atividade médica e literária surpreendente para a sua idade. Ele morreu em 2 de junho de 1843, aos 88 anos de idade.

Sucessos e percalços na história da homeopatia

A difusão da nova medicina colide com as críticas violentas proferidas pelos adeptos da medicina alopática. Ela é bem-sucedida em vários países, como testemunham os exemplos francês e norte-americano.

Na França, a homeopatia é introduzida por intermédio de um personagem original, o conde Guidi (1769-1863), erudito e médico engajado na homeopatia em 1828, depois de ter comprovado a eficácia da nova medicina em sua mulher. Ele aprende os princípios dessa disciplina e a exerce inicialmente em Drôme e, a partir de 1830, em Lyon.

Guidi forma vários discípulos, entre os quais Benoît Mure, viajante infatigável que funda escolas de homeopatia na Sicília, em Portugal, no Brasil, Índia e no Egito.

Mas a introdução da homeopatia enfrenta uma enorme resistência, principalmente por parte da Academia de Medicina, hostil ao reconhecimento oficial da Sociedade Homeopática de Paris.

François Guizot, então ministro da Educação, usa de todo o bom senso no debate, dando uma resposta pragmática: “Se a homeopatia for uma quimera, ela cairá por si mesma”. Cerca de vinte anos mais tarde, em 1858, um ruidoso processo opôs o jornal União Médica aos homeopatas. Em 1860 havia apenas quatrocentos homeopatas na França, para um total de médicos entre 15 mil e 18 mil.

  • Da Alemanha aos Estados Unidos via Guiana

A homeopatia foi muito mais bem aceita num país jovem, os Estados Unidos. O introdutor da nova medicina foi Constantin Hering (1800-1880), cirurgião alemão que, depois de ter sido curado de um começo de gangrena no dedo por um discípulo de Hahnemann, engajou-se completamente na homeopatia.

Em 1826, o Instituto Blochmann de Dresden encarregou-o de uma missão na antiga Guiana Holandesa (atual Suriname), onde ele deveria formar uma coleção de espécimes desconhecidos pelos botânicos europeus. Nos intervalos do trabalho, Hering fazia experiências homeopáticas, que os amigos de Hahnemann publicam, causando a indignação do instituto e do rei da Saxônia. 

Hering então se demite e instala-se em Paramaribo (capital do Suriname). Chamado por um de seus discípulos alemães a Filadélfia, mergulhada numa epidemia de cólera, organiza escolas superiores de homeopatia, lançando as bases de um movimento de real amplitude: em 1900 existiam 1.500 homeopatas nos Estados Unidos, ou seja 15% dos médicos do país.

O século XX: declínio e renovação na história da homeopatia

O século XX assistiu ao aparecimento de uma medicina mais científica, e os homeopatas não puderam fazer vista grossa às vantagens inegáveis que a medicina convencional oferecia aos doentes. Isso pode explicar o declínio da prática homeopática na primeira metade do século XX. Nos anos 1950, a situação torna-se mais equilibrada. Apesar dos avanços científicos, que põem em xeque a prática exclusiva da homeopatia, a desaceleração no progresso da medicina alopática, a percepção dos efeitos colaterais, o custo das tecnologias modernas e o progresso da homeopatia (multiplicação dos medicamentos, refinamento das técnicas de prescrição, etc.) impulsionam essa medicina.

  • A redescoberta da homeopatia

O médico genovês Pierre Schmidt (1894-1982) recolheu nos Estados Unidos os ensinamentos dos últimos mestres hahnemannianos e os divulgou em todo o mundo. Além disso, fundou a Liga Internacional de Homeopatia. Os médicos atuais puderam, então, descobrir que a obra de Hahnemann tinha nascido de uma revisão racional dos conhecimentos médicos de seu tempo, e de uma organização desses conhecimentos segundos princípios estáveis e válidos de experimentação sistematizada. Em suma, puderam descobrir que Hahnemann foi a encarnação desses espíritos iluminados em que o século XVIII foi fecundo.

Nós, da Injectcenter, temos a honra e a responsabilidade de dar continuidade ao legado de tantos mestres e profissionais que dedicaram a vida ao trabalho e estudo da homeopatia.

Contem com a gente sempre que precisarem!

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Homeopatia na Gravidez

Neste artigo iremos apresentar aspectos importantes sobre o uso da homeopatia na gravidez. Confira!

A homeopatia previne e trata os pequenos desconfortos provocados pela gravidez, além de ser útil no pré-natal, e pode facilitar o restabelecimento pós-parto.

A gravidez é um período de transformação do corpo da mulher como um todo, associada à produção maciça de hormônios indispensáveis ao bom desenvolvimento da gestação.

Além de outras doenças obstétricas, que não serão tratadas aqui – e cuja prevenção exige rigoroso acompanhamento por um médico especialista – a gravidez frequentemente provoca alguns problemas sem gravidade, mas muitas vezes desconfortáveis, que podem ser aliviados com eficiência pela homeopatia. Esta também contribui para um bom pré-natal e facilita o pós-parto e a amamentação.

Tratamento Homeopático para Gestantes

O procedimento do homeopata em relação à mulher grávida é o mesmo que tem para com todos os pacientes: ele aplica um questionário detalhado à pessoa com o objetivo de determinar os sintomas individuais e identificar o medicamento adequado.

A única diferença é que a ênfase recai, especialmente, sobre o conjunto de mudanças sofridas desde o início da gravidez (alterações no comportamento, sensações, desejos, rejeição a certos alimentos, etc.).

  • Durante a gravidez

A homeopatia – que tem a vantagem de não apresentar nenhum risco tóxico para o feto – pode aliviar facilmente vários pequenos distúrbios frequentes, como enjoo, cansaço, dores nas pernas, hemorroidas, prisão de ventre, etc. 

As contrações prematuras também podem ser objeto de tratamento homeopático, paralelamente ao acompanhamento obstétrico, com tratamento alopático.

  • O pré-natal e o trabalho de parto

Um bom acompanhamento durante a gravidez permitirá que a mulher encare o parto de forma tranquila. Do ponto de vista da homeopatia, o ideal é prescrever, preventivamente, o medicamento de fundo da paciente um pouco antes do parto, durante o nascimento do bebê, se for necessário, e no pós-parto.

O medicamento de fundo é o “remédio homeopático da pessoa”, aquele que corresponde à personalidade do paciente. Ele pode mudar, ou não, ao longo dos anos, de acordo com as circunstâncias da vida da pessoa.

  • O pós-parto e a amamentação

A homeopatia pode acompanhar a jovem mãe durante o período, muitas vezes delicado, do pós-parto, auxiliando a superar a depressão passageira que muitas vezes ocorre logo após o nascimento do bebê ou a recuperar o equilíbrio do organismo após o parto. No que se refere à amamentação, há medicamentos que favorecem a produção de leite, enquanto outros podem auxiliar o tratamento de certas ocorrências como rachaduras nos mamilos e dores no afluxo de leite.

  • Cuidados com o bebê que vai nascer

As perturbações emocionais que a mulher grávida enfrenta são sentidas pelo bebê. É possível, portanto, cuidar de um bebê que está para nascer, prescrevendo um medicamento homeopático à mãe. Aliás, quando se trata de um recém-nascido, sempre se pergunta aos pais sobre como se deu a gravidez para identificar o medicamento adequado para a criança.

Atenção: Algumas manifestações que podem ocorrer na gravidez (sangramentos, aumento acelerado de peso, retenção de líquido, dor de cabeça, contrações, etc.) são sinais de problemas graves que podem pôr em risco a vida da criança que está para nascer e, em alguns casos, a da própria mãe. Diante de qualquer manifestação anormal deve-se consultar o obstetra sem demora. Para cuidar de ocorrências graves durante a gravidez, a homeopatia pode ser indicada em associação com o tratamento prescrito pelo ginecologista.

Em caso de dúvidas, entre em contato com sua médica ou médico de confiança.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Dores de Cabeça e o Tratamento Homeopático

É difícil tratar dores de cabeça, porque são manifestações muito variadas e nem sempre os médicos acertam a medicação. A homeopatia, porém, consegue muitos êxitos. Confira neste texto como o tratamento homeopático aborda as diferentes cefaleias.

Em mais de 90% dos casos, a dor de cabeça ocorre sem relação com nenhuma causa particular. De vez em quando, identifica-se um distúrbio psicológico passageiro (tensão nervosa ou ansiedade). Mais raro ainda é a dor de cabeça constituir-se em um dos sinais de uma doença subjacente (especialmente a depressão), funcional (distúrbios digestivos, por exemplo) ou orgânica (sinusite distúrbios visuais, artrose cervical, meningite, etc.)

Os diferentes tipos de dor de cabeça

Para determinar a escolha do tratamento, os médicos homeopatas fazem a distinção dos diversos tipos de dores de cabeça, segundo suas causas e seus sintomas.

  • Dores de cabeça de caráter congestivo:

O sintoma mais característico é o paciente sentir “o sangue pulsar na cabeça”. Quase sempre essas dores estão associadas a uma afecção vascular e a um problema de hipertensão, que convém tratar.

  • Dores de cabeça “digestivas”:

Vêm acompanhadas de náuseas, vômitos, dores abdominais ou queimação no estômago.

  • Dores de cabeça “de estudantes”:

    São dores de cabeça que, em quase todos os casos, agravam-se com o esforço intelectual. Essas dores podem ocorrer tanto em crianças que frequentam a escola, quanto em estudantes adolescentes e adultos.
  • Dores de cabeça oftálmicas:

Elas se associam a vários distúrbios oculares (visão embaçada, percepção de pontos luminosos, ofuscação), podendo estar diretamente relacionadas a um dos olhos ou aos dois.

  • Dores de cabeça menstruais:

Há vários tipos de cefaleias associadas à menstruação (antes, depois, durante, quando é muito abundante, quando está atrasada, etc.).

  • Enxaqueca:

Podendo se manifestar de várias formas, a enxaqueca é um tipo particular de cefaleia forte. Normalmente, só atinge um lado da cabeça; poderá ser precedida por alteração da visão ou problemas psíquicos; sempre é acompanhada de náusea e vômito, intolerância à luz (fotofobia) e um mal-estar geral. Além do mais, pode voltar periodicamente ( a cada dois dias, a cada mês, etc.) e desaparecer sem explicação aparente. Quase sempre a enxaqueca está ligada à hereditariedade. Suas causas variam, entre elas alteração do funcionamento hormonal, do fígado ou do aparelho digestivo, alergia, distúrbio psíquico, etc.

Dores de cabeça e diagnóstico homeopático

Se você procurar um médico homeopata para tratar de sua dor de cabeça, além das questões indispensáveis que normalmente terá de responder-lhe, informe-o com precisão a respeito dos seus sintomas. Assim, ele poderá fazer uso dessas informações para identificar os seguintes aspectos:

  • causas: fatores alimentares, alergia, problemas endócrinos e psíquicos;
  • horários (dores de cabeça que acontecem durante o dia, à noite, em certa hora, etc.);
  • periodicidade, alternância ou ocorrência concomitante com outras manifestações (diarreia, tosses, etc.);
  • fatores de agravamento e de melhora;
  • irradiação da dor (nos dentes, na nuca);
  • sensações (de sufocamento, pulsação, queimação);
  • sintomas associados.

A consulta a um homeopata devido a dores de cabeça compreende, portanto, um exame clínico minucioso para descobrir se há uma eventual enfermidade que seja a causa desse mal, além do longo questionário que se faz habitualmente. Em certos casos, é fácil determinar a causa pela localização da afecção responsável (artrose cervical, sinusite, etc.), ou se o grau de gravidade (meningite). No caso de suspeita de uma doença crônica, é indispensável fazer exames complementares.

Os tratamentos homeopáticos

Como acontece com toda afecção crônica, o objetivo da homeopatia é determinar o medicamento similimum, que corresponde perfeitamente aos sintomas mais particulares do doente.

O medicamento receitado poderá fazer desaparecer a cefaleia. A consulta ao homeopata consiste numa conversa cuidadosa, complementada por um exame clínico e, eventualmente, por outros exames específicos.

Ressaltamos a importância das consultas médicas para a prescrição adequada dos medicamentos homeopáticos de acordo com as características dos sintomas e as condições de melhora e agravamento. Evite a automedicação e procure sempre um profissional de sua confiança caso tenha qualquer tipo de dúvida.

Tratamento Homeopático: Insônia, Ansiedade e Depressão

O tratamento homeopático tem notável campo de ação terapêutico para problemas psíquicos, como insônia, ansiedade e depressão. O paciente é tratado com um medicamento de fundo, salvo nos distúrbios pontuais.

Na medicina convencional, os distúrbios psíquicos são tratados com diferentes medicamentos (soníferos para insônia, antidepressivos para depressão, etc.). Cada um desses medicamentos vai agir na parte desequilibrada do organismo, de acordo com dados farmacológicos baseados na experimentação de substâncias que atuam sobre disfunções do metabolismo cerebral.

Além dos medicamentos, várias alternativas são possíveis, entre as quais a psicoterapia ou a psicanálise, terapias corporais, como quiroprática, acupuntura, shiatsu, etc. É comum que tratamentos homeopáticos sejam realizados em conjunto com recursos terapêuticos tradicionais e outras técnicas alternativas.

Enfim, o campo de atuação da homeopatia é muito grande e favorável no tratamento desses tipos de distúrbios psíquicos. Como sempre, é a partir de uma série de perguntas detalhadas, que destacam aspectos do comportamento e das atitudes do paciente desde o início dos distúrbios, que o homeopata conseguirá encontrar o medicamento certo.

Insônia

Os distúrbios do sono (dificuldade em dormir, acordar durante a madrugada, temor de que a insônia se agrave com a falta de sono, sensação de não ter dormido suficientemente ou de ter dormido mal, excesso de sono) são motivos que levam com frequência as pessoas a procurar um médico. Várias pessoas tomam medicamentos para dormir ou para não acordar muito cedo.

O tratamento homeopático

As múltiplas inconveniências do tratamento convencional podem levar uma pessoas a procurar um médico homeopata, sobretudo para se livrar desses tipo de remédio e recuperar o equilíbrio sem ajuda deles. No entanto, é importante que essa mudança seja feita com acompanhamento dos dois médicos (alopata e homeopata), pois deixar de tomar remédios é uma situação delicada. O homeopata poderá orientar o paciente sobre o estilo de vida, indicando que evite bebidas excitantes (café, chá preto e mate), tenha alimentação equilibrada e faça atividade física regular, fatores que contribuem para a retomada do sono normal.

Inúmeros são os medicamentos homeopáticos utilizados para tratar a insônia, entre os quais  Gelsemium sempervirens (para insônia antecipada por uma situação de estresse); Nux vomica (insônia por estafa em pessoas empreendedoras); Lachesis mutus (no caso de pessoa que dorme tarde e não consegue levantar de manhã por causa do sono); Arsenicum album (para pessoa que costuma acordar precisamente às 2 horas da madrugada); Sulfur (pessoa que acorda às 5 horas e não volta a dormir); Natrum muriaticum (para pessoa que acorda cedo demais e voltaria a dormir às 10 horas da manhã sem problemas). 

Ansiedade

A ansiedade é um estado emocional muito comum nas pessoas. Frequentemente ela ocorre como reação a um fator de estresse, segundo as características de cada um, em função da sua personalidade e da sua capacidade de adaptação. Ela pode se manifestar de várias formas, como medo, irritabilidade, e por diferentes sintomas físicos, como insônia, palpitações, transpiração e tremores.

 O tratamento homeopático

A homeopatia procura o medicamento correspondente à expressão patológica particular do doente. O mesmo acontecimento pode ter impacto diferente de pessoa para pessoa.

Mais de cem medicamentos diferentes podem ser prescritos a um paciente ansioso. É possível prescrevê-los paralelamente a um tratamento alopático; com a melhora, o paciente poderá progressivamente, deixar de lado os ansiolíticos. Entre os medicamentos homeopáticos indicados, citamos Arsenicum album (para pessoa agitada, que não consegue descansar apesar do cansaço, que acha que não tem cura e está próxima da morte); Bryonia alba (no caso de ansiedade que toma conta do corpo da pessoa, deixando-a agressiva com os que lhe são próximos e causando dores em qualquer movimento); Causticum (pessoa tímida, ansiosa por companhia, com a cabeça cheia de imagens pavorosas, sobretudo à noite); Phosphorus (pessoa hipersensível, principalmente inquieta com a aproximação de uma tempestade); Nitricum acidum (no caso de acessos de ansiedade, sobretudo á noite, associados à preocupação com a saúde).

Depressão

A depressão é uma perturbação do humor caracterizada pela diminuição do interesse e do prazer. Ela se associa a uma queda geral das atividades, fadiga permanente, um sentimento excessivo de culpa, alteração das capacidades de concentração, decisão e reflexão. À dor moral se associam insônia, pensamentos de morte e perda de esperança. Sintomas físicos e psíquicos persistentes podem ser o sinal de uma depressão mascarada: distúrbios digestivos, enxaquecas, fadiga crônica, voltar-se para si, perda da autoestima.

A depressão é realmente uma doença que necessita de tratamento logo no início. De fato, 20% das depressões tornam-se crônicas, muitas vezes por causa de uma decisão tardia de tratá-las; além disso, uma depressão não cuidada pode desencadear graves problemas no plano afetivo, social e profissional. Na maioria dos casos, um tratamento adequado pode perfeitamente curar uma depressão.

O tratamento homeopático

É possível recorrer à homeopatia para tratar uma depressão e, em caso de necessidade, seguir ao mesmo tempo um tratamento ortodoxo. De fato, um tratamento desse tipo altera pouco as características dos pacientes (traços estranhos, surpreendentes, não habituais). A análise desses dados permite então prescrever o medicamento específico para cada um. Num primeiro momento, a melhora do comportamento, juntamente com o desaparecimento dos sintomas, encoraja o paciente. Essa mudança na forma de ser lhe permite recuperar gradativamente a autoconfiança e a segurança. Assim, no momento propício, e com a aprovação dos profissionais da saúde, o paciente poderá abandonar os psicotrópicos.

Para tratar a depressão, a homeopatia dispõe de centenas de medicamentos. Alguns exemplos podem ser citados: Sepia succus (para paciente triste e pessimista, introvertido, amargo, eternamente decepcionado com as pessoas); Aurum metallicum (no caso de alternância de hiperatividade e sentimento de autoridade com depressão suicida); Staphysagria (para pessoa que reprime a indignação e a frustração, que se exprimem por erupções cutâneas e dores de barriga); Phosphorus (para paciente que se abate no outono e na primavera, vítima de um sentimento de vazio que se alterna com entusiasmo criativo).

É importante ressaltar que para tratar pacientes com problemas psíquicos, a homeopatia procura cuidar do paciente de forma integral, psíquica e fisicamente, segundo seus procedimentos habituais.

Em caso de dúvidas, busque sempre o auxílio de profissionais de sua confiança. Não hesite em procurar ajuda quando perceber que algo não vai bem com seu organismo. 

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Os Princípios da Homeopatia


A homeopatia é uma medicina integral que trata o indivíduo em sua totalidade. Entre seus princípios essenciais estão: a cura pelos semelhantes, a individualização dos sintomas, a consideração deles em sua totalidade e o uso de medicamentos específicos bem diluídos e “dinamizados” (isto é, agitados a cada diluição).

Em 1790, Samuel Hahnemann experimentou em si mesmo os efeitos da quinina e anotou precisamente todos os problemas que sentiu. Ele acabou fazendo o que os homeopatas chamam de “patogenesia”, ou seja, a experimentação e a demonstração em um ser humano saudável dos efeitos de uma substância. 

Várias pessoas realizam, por conta própria, o mesmo tipo de experiência. Os fumantes, por exemplo, quando experimentam seu primeiro cigarro: os mais sensíveis ficam pálidos, sentem náuseas, e seu rosto fica coberto por suor frio. 

Essas pessoas testam um medicamento homeopático bem conhecido, o Tabacum, um dos que os homeopatas prescrevem contra enjoo. Pode-se perceber a semelhança que há entre uma intoxicação pelo tabaco e os sintomas experimentados pelas pessoas que passam mal durante uma viagem de carro ou barco.

Similitude, individualização e totalidade

Na medicina homeopática, a escolha de um tratamento se faz segundo três princípios fundamentais: a lei da semelhança, a individualização dos sintomas e a consideração destes em sua totalidade. A obtenção de um bom resultado depende, portanto, do respeito a esses princípios.

  • “A cura pelo semelhante”

Para que o medicamento escolhido seja eficaz, deve provocar na pessoa sã sintomas idênticos aos que caracterizam a doença, ou, melhor ainda, deve provocar sintomas idênticos àqueles que o doente apresenta. É a chamada “lei da semelhança”, segundo a qual toda substância suscetível experimentalmente de provocar num indivíduo são e sensível uma seŕie de sintomas é capaz de curar um doente que apresenta os mesmo sintomas. Segundo o maior ou menor grau de semelhança, o resultado do tratamento será total, parcial ou nulo. Hahnemann foi o primeiro a experimentar os medicamentos num indivíduo são com objetivo de conhecer de antemão suas propriedades, sendo, portanto, o primeiro a formular e a aplicar essa lei de modo coerente e sistemático.

  • A pesquisa dos sintomas pessoais

Embora todos os pacientes que sofrem de enjoo possam sentir náuseas, nem por isso eles apresentam sintomas exatamente idênticos. Uma pessoa sente necessidade extrema de ar fresco, suas náuseas e vertigens cessam quando ela fecha os olhos, mas se agravam se ela os mexe; sem que ela possa explicar, sente alívio ao abrir a roupa sobre o peito. Uma outra vê suas vertigens aumentarem ao mexer os olhos; as náuseas acompanhadas de salivação, aumentam com o barulho e o movimento, mas sobretudo pelo fato de sentir o cheiro de alimentos ou simplesmente imaginá-los. Já numa terceira pessoa, as náuseas estão associadas à diarreia, às dores nas costas e à sensação de fraqueza generalizada. 

Embora esses três pacientes sintam náuseas, dores de cabeças e vomitem, cada um deles será tratado com um medicamento diferente: seria prescrito para o primeiro Tabacum, para o segundo Cocculus indicus e para o terceiro Petroleum

O minucioso trabalho de análise feito por todo homeopata antes de prescrever um medicamento é chamado de “individualização”; ele serve para o médico compreender os sintomas que um doente em particular apresenta.

  • A consideração de todos os sintomas pessoais

Os homeopatas chamam de “princípio de totalidade” o levantamento dos sintomas pessoais do doente. Eles tanto podem ser psicológicos, gerais (sensação de fraqueza, por exemplo) ou locais (urinários, digestivos, etc.); o que importa é que eles são sentidos pelo doente em questão. É sobre esses dois princípios – individualização e totalidade – que repousa a escolha do medicamento adequado. O homeopata os aplica a partir de uma consulta, que, por causa disso, é necessariamente longa.

O preparo dos medicamentos na homeopatia

Uma das grandes especificidades da homeopatia está na forma de preparar o medicamento: ele é altamente diluído e agitado entre cada diluição e a seguinte. 

  • A infinitesimalidade

Em homeopatia, quanto mais um medicamento é diluído, a ponto de não conter mais nenhuma molécula do princípio ativo, mais eficaz se torna.

Para não prejudicar sua própria saúde – e a das pessoas a seu redor – Hahnemann utilizou medicamentos em doses bem pequenas em suas experiências. Logo, porém, ele atingiu o limite das possibilidades de pesagem das balanças da época, mas contornou essa dificuldade incorporando uma substância neutra (água ou leite em pó) às substâncias tóxicas que iria testar. Misturando de modo perfeitamente homogêneo uma parte de substância tóxica e nove partes de substância inofensiva conseguiu reduzir à decimalidade os limites de seu material: cada miligrama pesado continha aproximadamente um décimo de produto nocivo. 

Ele constatou então que os resultados de seus experimentos não perdiam seu valor: os sintomas mais evidentes que se encontram em quase toda intoxicação (diarreias e vômitos) dão lugar a sintomas mais sutis, como por exemplo uma dor de cabeça ao se deitar à noite. É por isso que ele passou a diluir cada vez mais suas preparações, e constatou, que quanto mais esses medicamentos eram diluídos, mais eficazes se tornavam.

  • A dinamização

Hahnemann pôde perceber que, se durante a preparação os medicamentos homeopáticos não sofressem uma série de choques (as chamadas “sucussões”) após cada diluição, não produziriam o efeito terapêutico desejado. Dessas sucussões sucessivas, da qual a última é chamada dinamização, depende a eficácia dos medicamentos homeopáticos. Infelizmente, o criador da homeopatia não mencionou em nenhuma parte como descobriu o princípio da dinamização.

Segundo algumas tradições, ele teria percebido que os medicamentos que eram entregues à noite, depois de terem sido, inevitavelmente, sacudidos o dia inteiro durante a viagem por uma estrada esburacada, tornavam-se nitidamente mais eficazes. Outros defendem que Hahnemann teria intuído o procedimento ao observar o modo de fabricação do éter: uma série de choques eram de fato necessários para que ocorresse a reação química entre os elementos iniciais. A explicação do fenômeno da dinamização é hoje em dia objeto de diferentes hipóteses científicas.

Em suma, para Samuel Hahnemann, o ser vivo é uma totalidade. O corpo e o espírito estão indissoluvelmente unidos; a vida só é possível graças a uma força que permite que esse conjunto funcione de modo harmonioso: a “energia” ou “força vital”, que é imaterial, invisível e não mensurável. Destarte, a doença é resultado da ruptura de um equilíbrio, sendo, ela mesma, imaterial e não mensurável, a não ser pela observação de todos os sintomas, sobretudo e essencialmente aqueles que são específicos do doente.

Esses sintomas representam as tentativas mais ou menos bem-sucedidas do organismo de reencontrar seu estado de equilíbrio anterior, ou um novo equilíbrio, caso ele não consiga se recuperar completamente; os sintomas correspondem a sinais de estresse muito pessoais, que têm sua razão de ser, o que torna imprescindível uma visão de conjunto para se obter a cura.

Conheça melhor seu corpo e como ele funciona em equilíbrio e fora dele. Sempre priorize sua saúde e, em caso de dúvidas, consulte profissionais de sua confiança. Evite a automedicação.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.