O que são os florais de Bach?

Os florais de Bach foram criados entre os anos 20 e 30 do século XX pelo médico inglês Edward Bach. 

Em suas pesquisas como patologista, ele sentia grande insatisfação ao perceber como a prática médica da época focava apenas no tratamento das doenças, sem buscar a cura do indivíduo em sua totalidade.

No intuito de contribuir com melhorias sobre o entendimento das doenças e os métodos terapêuticos disponíveis, Bach passou a trabalhar embasado em uma visão holística que priorizava o tratamento integral do paciente e não somente os sintomas.

Dessa forma, o médico desenvolveu uma alternativa terapêutica com o uso de essências florais medicinais capazes de restituírem o equilíbrio entre corpo e mente de seus pacientes.

Edward Bach dedicou-se por quase duas décadas à análise e estudo de ervas e plantas e, finalmente, definiu um sistema de 38 essências florais, que foram batizados mais tarde em sua homenagem: Florais de Bach.

Como resultado de sua pesquisa o médico e cientista deixa evidente seu entendimento de que o bem-estar emocional é componente fundamental para a saúde geral do organismo e como a personalidade e as atitudes das pessoas afetam sua vitalidade e desencadeiam diferentes tipos de doenças.

Os estudos de Bach também levaram-no a concluir que a abordagem terapêutica precisa ser individualizada, pois ele percebeu em suas investigações que diferentes organismos afetados pelas mesmas enfermidades reagiam de forma distinta a tratamentos iguais.

É interessante ressaltar que Edward Bach surpreendeu-se ao constatar que Samuel Hahnemann, o pai da homeopatia, já havia destacado 150 anos atrás a importância da personalidade do paciente para o desenvolvimento de determinadas doenças e seus respectivos tratamentos.

Como funcionam os florais de Bach

A terapia feita com florais de Bach baseia-se na utilização de 38 tipos de essências completamente naturais e sem nenhuma contraindicação.

Essas extrações essenciais de diferentes plantas auxiliam as pessoas a reconhecerem, aceitarem e trabalharem suas emoções de melhor forma para que sua saúde física e mental não fiquem em desequilíbrio.

Portanto, quando o indivíduo é acometido pelo medo, é necessário que trabalhe a coragem; no caso de uma pessoa que vive sob constante estresse, o indicado é que ela desenvolva as habilidades emocionais necessárias para relaxar corpo e mente.

Restabelecer o equilíbrio emocional dos pacientes para que sua saúde melhore é o principal objetivo da terapia floral.

Os 38 florais de Bach são divididos em 7 categorias de acordo com o grupo de sentimentos que representam: 

  • Medo;
  • Insegurança;
  • Perda de interesse;
  • Solidão;
  • Sensibilidade aumentada;
  • Desesperança;
  • Preocupação.

Dentro de cada categoria há diferentes tipos de essências indicadas para situações e sentimentos específicos. 

Diferentes questões ou acontecimentos podem causar alterações e desequilíbrios emocionais distintos, o que às vezes faz com que sejam receitados mais de um floral para determinados tratamentos.

Por isso, é fundamental consultar um terapeuta floral especializado antes de iniciar o uso das essências e ter em mente que os florais devem ser utilizados como complementos aos métodos terapêuticos tradicionais. Seguir as orientações dos profissionais de saúde é imprescindível.

Homeopatia para Gastrite: tratamento individualizado

Neste artigo iremos explicar sobre a importância do tratamento personalizado quando utilizamos a homeopatia para gastrite. Confira!

A gastrite caracteriza-se pela inflamação aguda ou crônica da mucosa estomacal e pode ter diferentes causas, que vão desde a alimentação até ansiedade e estresse.

Quando buscamos tratar a gastrite com homeopatia, precisamos ter em mente que não é a doença propriamente dita que será tratada, mas o indivíduo em desequilíbrio homeostático que desenvolveu uma gastrite.

É interessante reparar como o estômago muitas reage a diferentes tipos de emoções. Expressões como “frio na barriga” e “nó no estômago” dizem muito sobre essa correlação e o potencial de somatização que o órgão apresenta.

Sendo assim, excesso de trabalho, falta de lazer, preocupações, hábitos alimentares inadequados e até mesmo rancores podem desencadear dores no estômago. Buscar padrões comportamentais que possam ser associados aos episódios de crise é tarefa primordial durante a anamnese feita pelo homeopata.

A investigação da medicina homeopática busca compreender o que fez o paciente adoecer e a consulta é muito importante para o êxito do processo de cura.

É necessário modalizar a enfermidade, ou seja, enxergar traços personalizados pelos quais a doença se manifesta em determinado indivíduo. 

O objetivo é entender, a partir das queixas e sintomas, qual é a origem – ou origens – das crises de gastrite de cada paciente. O que ele sente? Qual é o tipo de dor? Há fatores que amenizam as crises e outros que pioram?

As possíveis causas para problemas gástricos são diversas e, justamente por isso, as alternativas de tratamento são muitas, porém, individualizadas.

Procure sempre um profissional de sua confiança para tirar todas as suas dúvidas.

Homeopatia para Menopausa: alívio dos sintomas

Neste artigo iremos explicar como a homeopatia para menopausa pode ajudar as mulheres que estão passando por essa fase.

Menopausa é a última menstruação da vida de uma mulher. Ocorre, geralmente, entre os 45 e 55 anos durante o climatério e marca o final da fase reprodutiva da pessoa.

Climatério é o nome dado ao período de transição entre a idade reprodutiva e a pós-menopausa, quando uma série de mudanças hormonais acontecem, causando diferentes sintomas e incômodos que a homeopatia pode ajudar a amenizar.

Os sintomas do início do climatério parecem com aqueles típicos da TPM, porém às vezes mais intensos e duradouros. Ondas de calor, vertigens, transpiração e suores noturnos também podem ocorrer.

A homeopatia pode ser usada para aliviar as dores de cabeça, inchaço nas mamas e no corpo. Também pode ser eficaz contra as alterações de humor, como irritação, tristeza profunda e nervosismo.

Uma pesquisa realizada em 2014, demonstrou que a homeopatia pode, inclusive, melhorar os fogachos, fadiga e ansiedade característicos do climatério, sendo eficaz na melhoria da qualidade de vida das pacientes.

O Tratamento Homeopático para Menopausa

É importante ressaltar que o climatério e a menopausa não são enfermidades, e sim, uma fase crucial no amadurecimento feminino.

Por isso, o uso da homeopatia é bastante indicado para tratar os sintomas apresentados em cada etapa desse período.

Compreender os mecanismos dessa alteração hormonal é muito importante para as mulheres, pois dessa forma serão capazes de contribuir com informações valiosas para que o médico homeopata possa realizar indicações assertivas de medicamentos.

Vale ressaltar que a prescrição de fórmulas homeopáticas para alívio dos sintomas do climatério e menopausa precisam levar em conta diferentes fatores, como tipo, duração e intensidade dos sintomas.

Algumas pacientes podem ser mais sensíveis aos sintomas físicos, enquanto outras tendem a apresentar mais dificuldade em lidar com as alterações emocionais, por exemplo, e tudo isso precisa ser levado em consideração durante a consulta.

Cada paciente é única, com necessidades próprias e particularidades. Por isso, também no caso da menopausa e do climatério, a homeopatia segue seu preceito fundamental de tratar o indivíduo em sua totalidade.

Caso esteja passando pelas dificuldades do climatério e da menopausa, procure médicos homeopatas especializados e que sejam de sua confiança. Nunca faça uso da automedicação.

Lembre-se: a saúde é nosso maior bem.

A homeopatia pode ajudar a parar de fumar?

Neste artigo iremos tratar sobre a homeopatia como aliada das pessoas que querem parar de fumar. Confira!

Abandonar o tabagismo não é tarefa fácil, principalmente por causa dos sintomas da abstinência. 

Eles acontecem porque a nicotina e outras substâncias tóxicas presentes no cigarro causam dependência química. Como resultado, é normal que pessoas que estejam tentando parar de fumar fiquem ansiosas, irritadas e, até mesmo, agressivas.

É exatamente no tratamento desses sintomas que a homeopatia pode ajudar.

Ainda que esse hábito traga uma sensação de bem-estar para os tabagistas, não é novidade para ninguém que o cigarro faz mal à saúde. Entre seus componentes estão substâncias cancerígenas e aterogênicas (que prejudicam o sistema cardiovascular).

Sendo assim, fumar é um fator de risco para câncer de boca, pulmão, laringe, mama, bexiga, entre outros. Fumantes também têm maiores chances de sofrer infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e outros tipos de complicações.

Qual a melhor homeopatia para parar de fumar?

Segundo a literatura homeopática existem alguns medicamentos que podem realmente ajudar quem deseja parar de fumar, como Nux vomica, Lobelia inflata, Gelsemium Caladium e Plantago.

Porém, a escolha da homeopatia ideal para auxiliar alguém a abandonar o tabagismo vai depender das particularidades do indivíduo em questão. Quais sintomas de abstinência ele apresenta? Quais padrões comportamentais estão ligados ao vício? Quais são seus traumas e vivências?

Dessa forma, somente um médico homeopata é capaz de indicar o medicamento adequado para cada caso. Nunca se automedique. 

Caso você queira parar de fumar busque ajuda de profissionais capacitados. 

A Injectcenter está sempre à sua disposição. 

Homeopatia: Mitos e Verdades

No texto de hoje iremos explicar alguns mitos e verdades sobre as perguntas que geralmente são feitas quando o assunto é homeopatia. Confira!

A homeopatia não tem comprovação científica?

Mito. A homeopatia é fundamentada em dados clínicos cientificamente comprovados. Ao longo de todos esses anos, desde sua criação, os medicamentos homeopáticos foram submetidos a testes e estudos que comprovam sua eficácia em diversas indicações.

Para mais informações, você pode consultar o artigo a seguir: https://amhb.org.br/evidencias-cientificas-em-homeopatia-2/

Medicamentos homeopáticos agem lentamente e não podem ser usados nos casos de doenças agudas, como tosse, resfriado ou diarreia.

Mito. Os medicamentos homeopáticos têm ação rápida em casos agudos e podem ser bastante efetivos no tratamento de diversas infecções. 

O que acontece, muitas vezes, é que os pacientes procuram médicos homeopatas quando o problema tornou-se crônico. Logo, o tratamento desses casos necessitam de mais tempo para a cura da enfermidade.

Os medicamentos homeopáticos realmente não têm efeitos colaterais?

Verdade. Isso se explica pelo fato desses remédios serem produzidos a partir de substâncias orgânicas, de origem vegetal, mineral e animal.

A homeopatia não pode ser utilizada por pacientes diabéticos.

Mito. O paciente pode utilizar a forma líquida do remédio e diluir suas gotas em água ou leite, por exemplo.

Homeopatas são charlatões sem formação médica. 

Mito. A homeopatia é praticada por médicos qualificados e, inclusive, ela consta como disciplina na grade curricular de alguns cursos de medicina.

Diversas instituições mundo afora oferecem graduações e pós-graduações em homeopatia como especialidade médica.

Os medicamentos homeopáticos são pílulas de açúcar que funcionam apenas como placebo.

Mito. Mesmo que o açúcar faça parte do processo de fabricação de medicamentos homeopáticos, ele serve apenas como condutor das substâncias terapêuticas.

É possível ser medicado sem o uso das bolinhas de açúcar, apenas ingerindo a forma líquida diretamente ou diluída em água.

Durante o tratamento homeopático tenho que aplicar restrições na alimentação?

Verdade. Em alguns casos pode ser indicado pelo homeopata que o paciente evite alguns tipos de bebidas ou alimentos que possam interferir na ação medicamentosa, como café, álcool, chás, alho e cebola.

Lembre-se: em caso de dúvidas, procure sempre ajuda de um profissional da saúde de sua confiança e nunca se automedique. 

Cuide-se!

Como a Homeopatia Cura?

Neste artigo iremos abordar questões relacionadas à atuação dos medicamentos homeopáticos no organismo para podermos entender melhor como a homeopatia cura. Confira!

A homeopatia é um método terapêutico e uma prática médica e filosófica baseada no conceito de que o corpo é capaz de curar a si mesmo. Assim sendo, os preceitos homeopáticos buscam a cura através de medicamentos produzidos com substâncias naturais.

Elaborada no final do século XVIII pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, a homeopatia é uma das formas de tratamento mais praticadas e reconhecidas em todo planeta.

A cura pela homeopatia se dá pelo seu sistema de tratamento que contempla diferentes elementos e três principais agentes: o paciente e suas características individuais, o medicamento (sua forma de produção e composição) e o médico com sua abordagem e conceitos.

Múltiplas pesquisas científicas e avaliações, aliadas a uma formação crítica dos diversos profissionais da área, contribuíram para a evolução da prática e do tratamento homeopático quando comparados a outros métodos terapêuticos, tradicionais ou alternativos, que fazem parte dos sistemas de saúde.

Assim que uma enfermidade acomete o organismo de uma pessoa, o corpo comunica o ataque por meio dos sintomas. A medicina tradicional foca em tratar esses sintomas na intenção de resolver o problema. Por outro lado, a homeopatia aplica uma abordagem diferente: buscar a origem da doença para poder tratá-la.

O ser humano é composto por uma série de fatores físicos, emocionais, mentais e sociais. Por isso, qualquer desequilíbrio em um desses âmbitos da vida de uma pessoa pode prejudicar sua saúde.

Como o medicamento homeopático atua no organismo?

Os medicamentos homeopáticos trabalham nas regiões afetadas pelas enfermidades e, ao mesmo tempo, estimulam o organismo a restaurar o equilíbrio perdido.

A homeopatia, portanto, pode ser aplicada como um tratamento auxiliar que não interfere nos tratamentos indicados pela medicina tradicional, com a vantagem adicional de não possuir contraindicações.

Portanto, a homeopatia é capaz de tratar tanto doenças agudas – que precisam de solução imediata – como as enfermidades crônicas, que demandam tratamentos mais longos.

O ponto principal é que independente do problema de saúde que um paciente enfrente, a homeopatia irá melhorar a resposta de seu sistema imunológico e de todo organismo.

Caso tenha qualquer dúvida, converse com o médico homeopata de sua confiança.

Homeopatia para os Problemas de Pele

Neste artigo iremos apresentar informações sobre como a homeopatia pode ajudar no combate aos problemas de pele. Confira!

A pele é um órgão que reflete exatamente o funcionamento geral do corpo. Considerar essa totalidade caracteriza a abordagem homeopática.

Para o homeopata, as lesões da pele são uma verdadeira linguagem do corpo, o modo específico segundo o qual um paciente reage. Assim, o aspecto dessas lesões é o fruto das reações imunológicas. Além disso, uma afecção na pele é um dos modos de expressão de uma reação global no organismo.

A consulta permite compartilhar com o paciente essa visão integral, com a indicação não só de um medicamento homeopático como de providências relacionadas à qualidade de vida e à prevenção de doenças.

A anatomia da pele

A função da pele é proteger o organismo das agressões do meio exterior, permitindo-lhe entrar em contato com esse meio. 

A pele é constituída por três camadas, uma camada externa fina – a epiderme -, outra camada, interna e mais espessa – a derme -, e outra camada ainda, mais profunda, a hipoderme.

A epiderme

Tem o papel de reforçar a função de proteção da pele. À sua superfície se encontra uma camada fina de células mortas, a camada córnea, para garantir a resistência e a impermeabilidade.

A epiderme é formada por três tipos de células: os queratinócitos (que produzem as proteínas resistentes, as queratinas); os melanócitos (que secretam as melaninas, pigmentos castanhos responsáveis pela cor da pele, dos cabelos e dos pelos); e as células de Langerhans (encarregadas de proteger o organismo contra as infecções).

A derme

Graças às fibras de colágeno e de elastinas que contém, a derme assegura a solidez, resistência e elasticidade da pele.

A hipoderme

É formada por células ricas em gordura (tecido adiposo) e contém as glândulas que secretam suor (glândulas sudoríparas) que têm a função de regular a temperatura do corpo e a hidratação da pele.

Os anexos da pele

São os pelos, os cabelos e as unhas.

Os pelos e os cabelos nascem na derme, atravessam a epiderme e deixam a pele através dos poros. Uma glândula sebácea pode estar anexada a um pelo, formando um folículo pilossebáceo. As unhas são formadas por várias camadas bem duras de queratina. Elas são contornadas por uma pele superficial que forma uma prega, a cutícula, a qual fecha hermeticamente as regiões internas.

Os problemas de pele e o tratamento alopático

A medicina atual conhece mais de 2.000 doenças de pele, que são agrupadas de acordo com sua causa. Entre as causas podemos citar: os agentes exteriores, como o frio e o calor (responsáveis pelas reações alérgicas), os fatores psicológicos (que agravam o eczema, causando psoríase, etc.), os distúrbios endocrinológicos (responsáveis pela acne), os distúrbios imunológicos (que estão na origem de afecções como o lúpus eritematoso ou a esclerodermia), os tumores benignos ou malignos, etc. 

Existem inúmeras possibilidades de tratar essas afecções tanto por via local como por via oral.

A via local

Muito utilizada, remedia apenas as áreas doentes com a ajuda de pomadas, cremes ou loções. Trata-se, conforme o caso, de medicamentos à base de corticosteróides (contra inflamações), de antibióticos locais (contra infecções: impetigo, furúnculos, acne, etc.), fungicidas (contra os fungos: candidíase, pitiríase, etc.), antivirais (contra o herpes) ou antiparasitários (contra a sarna e os piolhos).

Existem outros tipos de tratamentos locais: a cirurgia dermatológica (para erradicar um tumor) e as terapias locais para tratar lesões, cicatrizes e para extirpar pintas (laser para eliminar angiomas); raios ultravioleta para tratar as formas graves de psoríase e radioterapia (para certos tumores malignos da pele).

A via oral

Recorremos a este tipo de tratamento quando o medicamento indicado não se encontra disponível para uso local ou não é capaz de penetrar na pele, ou, ainda, quando a doença é causada por um mecanismo interno, apenas acessível a um medicamento administrado por via oral. Trata-se, de acordo com o caso, de remédios antialérgicos, antibióticos, anti-inflamatórios (corticosteróides ou não), etc.

O método homeopático

Hahnemann observou que algumas pessoas propensas a doenças agudas constantes pareciam estar sempre doentes. Em sua pesquisa, concluiu que devia haver algo que bloqueasse a cura da pessoa. 

Definiu, assim, três tipos de predisposições, a que chamou de “terrenos”: psórico (hipertrófico), sicótico e sifilítico ou destruidor. As doenças dermatológicas graves, que não serão abordadas aqui, constituem a parte mais frequente do terreno sifilítico.

O terreno psórico (psora)

As afecções que se manifestam nesse tipo de predisposição, em geral alérgicas, têm sua origem e se manifestam na superfície do corpo, mais frequentemente por meio de crises de um modo “centrífugo” (do centro para o exterior): tudo se passa como se o paciente quisesse expulsar sua doença e melhorasse depois espontaneamente. 

A pele fica vermelha e quente; os pequenos vasos da pele se dilatam, em parte sob a influência da histamina, substância liberada pelo organismo em reação à penetração de uma substância estranha (antígeno). A urticária e o eczema são exemplos de doenças que se manifestam no terreno psórico.

O terreno sicótico (sicose)

Neste aspecto não existe mais uma inflamação aguda como a alergia, mas uma inflamação crônica: o estímulo é persistente e a proliferação dos glóbulos brancos, uma resposta normal do organismo, que não consegue eliminá-la. A doença perde a tendência de “ferver” como nas doenças agudas, e passa a “construir”, a levantar um muro de defesa em torno de si mesma. A vitória da imunidade contra o intruso torna-se, portanto, difícil.

Essas lesões são observadas nas pessoas cujo sistema linfático funciona mal, e manifestam-se de um modo mais discreto do que as doenças dermatológicas agudas. Sua localização é menos superficial, e geralmente são mais graves do que as doenças agudas. Mais contidas, parecem não “explodir”, mas se encobrir por longo tempo. 

A personalidade dos pacientes também difere bastante: assim, a criança que sofre de psoríase, exemplo de doença que ocorre no terreno sicótico, é menos barulhenta, inquieta e extrovertida do que uma criança que sofre de eczema. Seu sofrimento é mais contido, assim como suas lesões.

Diagnóstico e Classificação

Na medicina alopática, o diagnóstico das doenças de pele é baseado essencialmente no exame clínico, complementado, se necessário, por outras investigações (exame ao microscópio de um excerto de pele, análise sanguínea, etc.). 

Cada doença de pele se manifesta por sinais peculiares, que são decompostos em lesões elementares, como eritemas, vesículas e placas. Eventualmente essas lesões podem aparecer simultaneamente.

Na homeopatia, o exame clínico é o primeiro passo para uma investigação necessariamente profunda, já que essa forma de medicina pretende curar o paciente tratando-o em sua totalidade.

Assim sendo, a prescrição dos medicamentos homeopáticos para o tratamento de problemas de pele depende bastante das questões físicas e psicológicas particulares de cada paciente. Para fortalecer a imunidade dos indivíduos e restaurar a homeostase orgânica é, portanto, necessário fazer o acompanhamento com um médico homeopata de sua confiança.

Evite a automedicação.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Problemas de Peso: como a homeopatia pode ajudar?

A homeopatia pode auxiliar as pessoas que sofrem com problemas de peso. Neste artigo iremos abordar o tema detalhes. Confira!

O equilíbrio alimentar é fundamental na manutenção da saúde e da boa forma. Portanto, é indispensável comer bem para viver bem.

Certos elementos nutritivos são indispensáveis ao nosso equilíbrio fisiológico. Além disso, sabe-se hoje em dia que uma dieta alimentar desequilibrada facilita o aparecimento de várias doenças (distúrbios cardiovasculares, câncer, etc.). A correção desses maus hábitos alimentares tem, portanto, um papel importante na prevenção das moléstias.

Alimentar-se bem: noções básicas

Bem variada, sua alimentação deve conter as três grandes classes de alimentos:

  • Carboidratos: devem constituir cerca de 50% de nossa alimentação. Os carboidratos estão presentes particularmente nos cereais, tubérculos, frutas e féculas.
  • Lipídeos: devem constituir cerca de 30% da alimentação. É possível encontrá-los no azeite de oliva, castanhas, amêndoas, nozes e laticínios;
  • Proteínas: devem constituir cerca de 20% da alimentação, distribuídas entre proteína animal (carnes, peixes, ovos e laticínios) e vegetal (cereais e leguminosas).

Conhecimentos sobre nutrição

A ingestão inadequada de micronutrientes (vitaminas, ácidos graxos e aminoácidos) auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares e do câncer.

As fibras regulam o funcionamento do intestino e facilitam a recuperação do equilíbrio em caso de diabetes ou de excesso de colesterol.

Um organismo equilibrado por uma boa alimentação pode se defender mais facilmente dos ataques microbianos ou virais.

Evite consumir muita gordura saturada (carnes gordas, frituras, certos laticínios, etc.) e dê preferência às gorduras insaturadas (azeite de oliva e ácidos graxos do atum e do salmão).

Prefira os açúcares “lentos” (cereais, leguminosas, raízes, etc.) aos açúcares “rápidos” (refrigerantes, doces, sorvetes, etc.).

Dê preferência a peixe, aves criadas soltas, de forma natural, e derivados de cabra e ovelha. 

Os legumes e as frutas de produção orgânica são indispensáveis para completar a dieta alimentar.

Problemas de peso

Várias pessoas se confrontam com problemas de peso e consultam um homeopata por esse motivo. O caso mais frequente é o excesso, que se deve, na maioria das vezes, a maus hábitos alimentares, em geral agravados por desequilíbrios biológicos (diabetes, taxas de colesterol e triglicérides altas, etc.).

Uma aprendizagem

O papel do médico é, acima de tudo, ensinar o paciente a se alimentar melhor, de modo variado e equilibrado, considerando sua idade e sua atividade física. Os novos hábitos alimentares devem, naturalmente, reservar espaço para o prazer e o convívio social. A dieta mediterrânea, por exemplo, à base de peixes, frutas e legumes, alia sabor e nutrição.

O tratamento homeopático

Para encontrar um medicamento que corresponda a seu paciente, o médico homeopata se interessa por suas preferências e aversões alimentares e pela maneira com que o organismo queima ou estoca os nutrientes. Depois da ingestão de um medicamento específico, o paciente modificará seu comportamento diante de certos alimentos e reencontrará o seu equilíbrio metabólico.

Duas consultas diferentes

As consultas apresentadas a seguir, devido ao problema de excesso de peso, em um caso, e por magreza, em outro, ilustram a abordagem da homeopatia nesse domínio.

Um problema de excesso de peso

Uma mulher consulta seu homeopata devido ao excesso de peso. Ela pesa 20 quilos acima do normal, excesso acumulado durante suas gravidezes e localizado principalmente na altura do tórax e do ventre.

Depois que engordou, ela passou a transpirar muito. Sua alimentação cotidiana é, porém, equilibrada, e os regimes rígidos que ela tem seguido alcançaram resultados decepcionantes.

Durante a consulta, ela menciona as verrugas escuras que apareceram quando estava grávida. Enfim, declara que seu comportamento se alterou: ela está estressada além do normal e muito impaciente; a música, que amava tanto, agora a irrita, e ela não consegue mais se concentrar.

  • Os sintomas observados: ganho de peso de origem hormonal, transpiração, verrugas, impaciência, dificuldade de concentração, aversão pela música.
  • O tratamento homeopático: recomenda-se a escolha de medicamentos que permitirão à paciente reencontrar o equilíbrio e o peso satisfatórios e perceber que, devido ao estado de agitação, ela comia demais sem se dar conta.

Um problema de magreza

Uma adolescente, acompanhada de sua mãe, consultou um homeopata por causa de dificuldades escolares. Ela tem muita dificuldade para se concentrar e, portanto, para aprender. Trata-se de uma jovem taciturna, que é de uma magreza persistente, apesar de ter bom apetite. 

Ela se queixa de enxaqueca antes do início de cada ciclo menstrual. Sua pele é pálida e tem acne.

Enfim, durante a entrevista, sua mãe revela que ela tem que esconder o sal da filha, como se escondem guloseimas de outras pessoas.

  • Os sintomas observados: concentração difícil, tristeza quando criança, magreza apesar do bom apetite, enxaqueca antes da menstruação, acne, desejo exagerado de sal.
  • O tratamento homeopático: O médico deve prescrever um medicamento que faça a paciente ganhar um pouco de peso, curar a enxaqueca e a acne e que permita melhores níveis de concentração.

Lembre-se da importância de consultar médicos homeopatas de sua confiança e nunca se automedicar. 

O acompanhamento nutricional também é imprescindível antes de qualquer iniciativa para cuidar da sua alimentação. Cuidado com as “dietas milagrosas”. 

Em caso de dúvidas, entre em contato com a gente. Estamos sempre à sua disposição.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Dor: uma epidemia silenciosa

Muitas pessoas convivem diariamente com variados tipos de dor. Tanto é que nos dias de hoje a dor pode ser vista como uma epidemia persistente e contínua, afetando de maneira considerável a qualidade de vida da população mundial.

Assim sendo, as ciências médicas têm como objetivo, desde seus primórdios, mitigar os desconfortos causados pelas dores. Entretanto, com o advento dos analgésicos e seu uso descontrolado, construímos uma sociedade ainda mais doente.

A epidemia das dores sobrecarrega sistemas de saúde e desfalca os cofres públicos. Mais do que isso, a demanda para abrandar tantos desconfortos físicos acarreta consigo muito sofrimento.

Grande parte dos fármacos utilizados para alívio da dor é composta por opioides. Com atuação direta no sistema nervoso, garantem que a percepção da dor não ocorra, proporcionando conforto e satisfação aos pacientes. Contudo, na imensa maioria dos casos, essa é uma solução paliativa, pois tais medicamentos não tratam a doença causadora dos sintomas, apenas seus efeitos.

Cuidar somente da eliminação ou supressão da dor não é a solução. Além do mais, essa abordagem pode mascarar a real gravidade dos quadro clínicos, trazendo complicações e cronicidade, sem contar os efeitos colaterais.

Analgésicos e os riscos para a saúde

A necessidade contemporânea de soluções práticas e imediatistas promove o consumo desenfreado dos medicamentos analgésicos. Em um mundo acelerado, parar não é uma opção e isso compromete a saúde das pessoas.

É evidente que em ambientes hospitalares, analgésicos potentes são fundamentais, inclusive nos cuidados com pacientes em estado terminal. Por isso, é tão crucial a decisão acertada dos profissionais de saúde sobre a verdadeira imprescindibilidade de sua prescrição. Afinal, o uso indiscriminado de tais substâncias causa dependência, reduz a expectativa de vida e pode, inclusive, causar a morte.

A homeopatia como aliada no combate à dor

Quando pensamos a medicina sob um viés integrativo e humanizado, a homeopatia se apresenta como um caminho terapêutico capaz de auxiliar sobremaneira no combate às dores. Há indícios de que a percepção da dor é indissociável do aspecto emocional dos pacientes e os traumas psicológicos muitas vezes possuem desdobramentos no universo físico.

Dessa forma, a homeopatia conta com medicamentos capazes de tratar dores severas e, ao mesmo tempo, cuidar da parte mental dos indivíduos.

Por ser uma terapia que trata o paciente como um todo, levando em consideração os mais diversos aspectos inerentes à condição humana, o que importa no tratamento homeopático é a forma com que os pacientes se sentem e como reagem em relação à dor.

Em outras palavras, a homeopatia apresenta uma abordagem distinta no enfrentamento das enfermidades, trazendo à tona uma reflexão holística sobre a questão das dores, sempre com responsabilidade e empatia.

Por ser uma alternativa mais segura e natural, com menos efeitos colaterais e sem risco de causar dependência química, o tratamento homeopático permite alcançar ótimos resultados quando realizado de maneira correta.

Artrite, Artrose e Dores nas Costas – Tratamento Homeopático

A homeopatia pode auxiliar no tratamento de artrite, artrose e dores nas costas – ou amenizar sua evolução – sozinha ou associada a outros tratamentos.

As articulações são estruturas frágeis, muito solicitadas, frequentemente sujeitas a lesões por vezes definitivas. Um medicamento homeopático bem escolhido pode aliviar as dores e interrompê-las ou, ao menos, retardar a evolução das lesões.

A anatomia das articulações

As articulações são estruturas que unem os ossos entre si e permitem movê-los uns em relação aos outros. Distinguimos vários tipos delas, segundo a forma e o grau de mobilidade que permitem.

  • As articulações imóveis: são ásperas, irregulares ou dentadas, e se encontram entre os ossos. As articulações do crânio são exemplos de articulações.
  • As articulações móveis: ligam as extremidades ósseas separadas umas da outras por uma cavidade articular. Nesse tipo de articulação, as superfícies ósseas são cobertas por um tecido elástico liso e resistente (a cartilagem) que reduz sensivelmente os atritos durante o movimento. A articulação é envolta por uma cápsula, revestida internamente por uma membrana fina, a sinovial. Esta última secreta um líquido, a sinóvia, que lubrifica as superfícies articulares e assegura a nutrição da cartilagem. O joelho e o quadril são exemplos de articulações móveis.

O reumatismo de origem mecânica: a artrose

A artrose resulta do desgaste da cartilagem que fortalece as juntas em consequência de um defeito mecânico, do uso exagerado da articulação (atividade esportiva ou profissional muito intensa), da obesidade ou do envelhecimento – sendo esta última causa a mais comum.

Os sintomas

A dor que a pessoa sente é chamada de “mecânica”, pois aparece quando se está em movimento e desaparece nos momentos de repouso.

Contudo, o problema pode se complicar, causando uma dor permanente, inclusive durante a noite.

O tratamento alopático

É essencialmente preventivo e consiste na luta precoce contra o excesso de peso, o desgaste das articulações e os microtraumatismos repetidos. Durante as crises com dor, o tratamento se baseia na administração de anti-inflamatórios. Quando a crise passa, a pessoa deve manter o repouso da articulação e fazer sessões de reeducação postural global (RPG). Quando a articulação está muito danificada, o médico pode indicar o implante cirúrgico de uma prótese.

O tratamento homeopático

Além dos casos em que houve a solicitação excessiva de uma articulação, a artrose é um distúrbio essencialmente ligado ao envelhecimento. Por isso, a melhor forma de tratá-la é tomar medidas para melhorar a qualidade de vida e fazer um tratamento homeopático que vai recomendar um medicamento baseado nos sintomas mais característicos do paciente.

O medicamento não exercerá efeito sobre o envelhecimento, propriamente dito, mas sobre o que torna esse envelhecimento doloroso: ainda que a artrose, por exemplo, seja muito frequente, nem todos sofrem dela, o que confirma que a velhice por si só não é sua causa.

A artrite: reumatismo de origem inflamatória

Reunidos sob o nome de artrite, os diversos tipos de reumatismo inflamatório caracterizam-se por dores nas articulações afetadas. Essas dores se manifestam sobretudo no final da noite e necessitam de um “desenferrujamento” matinal, isto é, cessam quando o paciente faz um alongamento antes de se levantar. Os sinais de inflamação (vermelhidão, inchaço, calor das articulações atingidas) se manifestam apenas em caso de inflamação aguda.

O tratamento alopático

Baseia-se na administração, de um lado, de remédios destinados a fazer desaparecer os sintomas (analgésicos para a dor, anti-inflamatórios e corticoides contra a inflamação); de outro lado, de remédios para combater o processo patológico propriamente dito (antimaláricos, sais de ouro, etc). Esses tratamentos são responsáveis por efeitos colaterais sérios, o que torna necessário um acompanhamento médico rigoroso. A alopatia também propõe tratamentos ortopédicos (cirurgia, próteses, ergoterapia, reeducação postural, etc.).

O tratamento homeopático

A homeopatia trata de modo muito personalizado os pacientes que sofrem de reumatismos inflamatórios. Apenas a busca do medicamento de fundo poderá permitir o alívio das dores, o fim delas ou, pelo menos, o retardamento da evolução da doença.

Dores nas costas 

Um mal extremamente comum, a dor nas costas pode ter múltiplas causas. Quando não é decorrente de um distúrbio das vísceras ou de uma espondilartrite, pode ter sua origem na má postura, no sedentarismo, no estresse, na deformação da coluna vertebral (escoliose, cifose, lordose, etc.), na osteoporose e, até mesmo, numa hérnia de disco.

Torcicolo

É uma contração dos músculos do pescoço que causa uma torção e uma dor forte. Em consequência, a cabeça fica numa posição inclinada. Normalmente o torcicolo desaparece espontaneamente depois de alguns dias. Se isso não ocorrer é necessário fazer uma consulta médica para detectar um eventual distúrbio subjacente (como artrose cervical, por exemplo). 

Dor ciática

A ciática é uma dor que se irradia ao longo do nervo ciático, podendo se estender por todo o percurso desse nervo, que vai das nádegas até os pés. A dor ocorre quando o nervo ciático é comprimido. Pode ser decorrente de problema de postura, movimento em falso, ou até de uma hérnia de disco.

O tratamento alopático para esses casos baseia-se no repouso e na administração de remédios e relaxante muscular contra a dor; em certos casos, o uso de uma coleira cervical ou coletes para manter a coluna vertebral ereta, pode ser necessário. Sessões de fisioterapia também podem ser indicadas.

O tratamento homeopático pode ser realizado com a prescrição de diferentes medicamentos que são escolhidos em função dos sintomas mais característicos do paciente. Podem trazer alívio prolongado em associação a outros tratamentos. Por isso, é fundamental realizar uma consulta com médicos homeopatas antes de tomar qualquer decisão.

Associação alopatia e homeopatia

Nada impede que a pessoa que se trata com alopatia possa recorrer à homeopatia. De fato, os tratamentos alopáticos não modificam as características pessoais, que são justamente as mais utilizadas para determinar um medicamento homeopático específico para o paciente. Portanto, é possível utilizar a homeopatia para aliviar problemas reincidentes, ao mesmo tempo que se usa a alopatia.

Procure seu médico, cuide da sua saúde e, se precisar, conte com a gente.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.