Homeopatia para Menopausa: alívio dos sintomas

Neste artigo iremos explicar como a homeopatia para menopausa pode ajudar as mulheres que estão passando por essa fase.

Menopausa é a última menstruação da vida de uma mulher. Ocorre, geralmente, entre os 45 e 55 anos durante o climatério e marca o final da fase reprodutiva da pessoa.

Climatério é o nome dado ao período de transição entre a idade reprodutiva e a pós-menopausa, quando uma série de mudanças hormonais acontecem, causando diferentes sintomas e incômodos que a homeopatia pode ajudar a amenizar.

Os sintomas do início do climatério parecem com aqueles típicos da TPM, porém às vezes mais intensos e duradouros. Ondas de calor, vertigens, transpiração e suores noturnos também podem ocorrer.

A homeopatia pode ser usada para aliviar as dores de cabeça, inchaço nas mamas e no corpo. Também pode ser eficaz contra as alterações de humor, como irritação, tristeza profunda e nervosismo.

Uma pesquisa realizada em 2014, demonstrou que a homeopatia pode, inclusive, melhorar os fogachos, fadiga e ansiedade característicos do climatério, sendo eficaz na melhoria da qualidade de vida das pacientes.

O Tratamento Homeopático para Menopausa

É importante ressaltar que o climatério e a menopausa não são enfermidades, e sim, uma fase crucial no amadurecimento feminino.

Por isso, o uso da homeopatia é bastante indicado para tratar os sintomas apresentados em cada etapa desse período.

Compreender os mecanismos dessa alteração hormonal é muito importante para as mulheres, pois dessa forma serão capazes de contribuir com informações valiosas para que o médico homeopata possa realizar indicações assertivas de medicamentos.

Vale ressaltar que a prescrição de fórmulas homeopáticas para alívio dos sintomas do climatério e menopausa precisam levar em conta diferentes fatores, como tipo, duração e intensidade dos sintomas.

Algumas pacientes podem ser mais sensíveis aos sintomas físicos, enquanto outras tendem a apresentar mais dificuldade em lidar com as alterações emocionais, por exemplo, e tudo isso precisa ser levado em consideração durante a consulta.

Cada paciente é única, com necessidades próprias e particularidades. Por isso, também no caso da menopausa e do climatério, a homeopatia segue seu preceito fundamental de tratar o indivíduo em sua totalidade.

Caso esteja passando pelas dificuldades do climatério e da menopausa, procure médicos homeopatas especializados e que sejam de sua confiança. Nunca faça uso da automedicação.

Lembre-se: a saúde é nosso maior bem.

A homeopatia pode ajudar a parar de fumar?

Neste artigo iremos tratar sobre a homeopatia como aliada das pessoas que querem parar de fumar. Confira!

Abandonar o tabagismo não é tarefa fácil, principalmente por causa dos sintomas da abstinência. 

Eles acontecem porque a nicotina e outras substâncias tóxicas presentes no cigarro causam dependência química. Como resultado, é normal que pessoas que estejam tentando parar de fumar fiquem ansiosas, irritadas e, até mesmo, agressivas.

É exatamente no tratamento desses sintomas que a homeopatia pode ajudar.

Ainda que esse hábito traga uma sensação de bem-estar para os tabagistas, não é novidade para ninguém que o cigarro faz mal à saúde. Entre seus componentes estão substâncias cancerígenas e aterogênicas (que prejudicam o sistema cardiovascular).

Sendo assim, fumar é um fator de risco para câncer de boca, pulmão, laringe, mama, bexiga, entre outros. Fumantes também têm maiores chances de sofrer infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e outros tipos de complicações.

Qual a melhor homeopatia para parar de fumar?

Segundo a literatura homeopática existem alguns medicamentos que podem realmente ajudar quem deseja parar de fumar, como Nux vomica, Lobelia inflata, Gelsemium Caladium e Plantago.

Porém, a escolha da homeopatia ideal para auxiliar alguém a abandonar o tabagismo vai depender das particularidades do indivíduo em questão. Quais sintomas de abstinência ele apresenta? Quais padrões comportamentais estão ligados ao vício? Quais são seus traumas e vivências?

Dessa forma, somente um médico homeopata é capaz de indicar o medicamento adequado para cada caso. Nunca se automedique. 

Caso você queira parar de fumar busque ajuda de profissionais capacitados. 

A Injectcenter está sempre à sua disposição. 

Homeopatia: Mitos e Verdades

No texto de hoje iremos explicar alguns mitos e verdades sobre as perguntas que geralmente são feitas quando o assunto é homeopatia. Confira!

A homeopatia não tem comprovação científica?

Mito. A homeopatia é fundamentada em dados clínicos cientificamente comprovados. Ao longo de todos esses anos, desde sua criação, os medicamentos homeopáticos foram submetidos a testes e estudos que comprovam sua eficácia em diversas indicações.

Para mais informações, você pode consultar o artigo a seguir: https://amhb.org.br/evidencias-cientificas-em-homeopatia-2/

Medicamentos homeopáticos agem lentamente e não podem ser usados nos casos de doenças agudas, como tosse, resfriado ou diarreia.

Mito. Os medicamentos homeopáticos têm ação rápida em casos agudos e podem ser bastante efetivos no tratamento de diversas infecções. 

O que acontece, muitas vezes, é que os pacientes procuram médicos homeopatas quando o problema tornou-se crônico. Logo, o tratamento desses casos necessitam de mais tempo para a cura da enfermidade.

Os medicamentos homeopáticos realmente não têm efeitos colaterais?

Verdade. Isso se explica pelo fato desses remédios serem produzidos a partir de substâncias orgânicas, de origem vegetal, mineral e animal.

A homeopatia não pode ser utilizada por pacientes diabéticos.

Mito. O paciente pode utilizar a forma líquida do remédio e diluir suas gotas em água ou leite, por exemplo.

Homeopatas são charlatões sem formação médica. 

Mito. A homeopatia é praticada por médicos qualificados e, inclusive, ela consta como disciplina na grade curricular de alguns cursos de medicina.

Diversas instituições mundo afora oferecem graduações e pós-graduações em homeopatia como especialidade médica.

Os medicamentos homeopáticos são pílulas de açúcar que funcionam apenas como placebo.

Mito. Mesmo que o açúcar faça parte do processo de fabricação de medicamentos homeopáticos, ele serve apenas como condutor das substâncias terapêuticas.

É possível ser medicado sem o uso das bolinhas de açúcar, apenas ingerindo a forma líquida diretamente ou diluída em água.

Durante o tratamento homeopático tenho que aplicar restrições na alimentação?

Verdade. Em alguns casos pode ser indicado pelo homeopata que o paciente evite alguns tipos de bebidas ou alimentos que possam interferir na ação medicamentosa, como café, álcool, chás, alho e cebola.

Lembre-se: em caso de dúvidas, procure sempre ajuda de um profissional da saúde de sua confiança e nunca se automedique. 

Cuide-se!

Como a Homeopatia Cura?

Neste artigo iremos abordar questões relacionadas à atuação dos medicamentos homeopáticos no organismo para podermos entender melhor como a homeopatia cura. Confira!

A homeopatia é um método terapêutico e uma prática médica e filosófica baseada no conceito de que o corpo é capaz de curar a si mesmo. Assim sendo, os preceitos homeopáticos buscam a cura através de medicamentos produzidos com substâncias naturais.

Elaborada no final do século XVIII pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, a homeopatia é uma das formas de tratamento mais praticadas e reconhecidas em todo planeta.

A cura pela homeopatia se dá pelo seu sistema de tratamento que contempla diferentes elementos e três principais agentes: o paciente e suas características individuais, o medicamento (sua forma de produção e composição) e o médico com sua abordagem e conceitos.

Múltiplas pesquisas científicas e avaliações, aliadas a uma formação crítica dos diversos profissionais da área, contribuíram para a evolução da prática e do tratamento homeopático quando comparados a outros métodos terapêuticos, tradicionais ou alternativos, que fazem parte dos sistemas de saúde.

Assim que uma enfermidade acomete o organismo de uma pessoa, o corpo comunica o ataque por meio dos sintomas. A medicina tradicional foca em tratar esses sintomas na intenção de resolver o problema. Por outro lado, a homeopatia aplica uma abordagem diferente: buscar a origem da doença para poder tratá-la.

O ser humano é composto por uma série de fatores físicos, emocionais, mentais e sociais. Por isso, qualquer desequilíbrio em um desses âmbitos da vida de uma pessoa pode prejudicar sua saúde.

Como o medicamento homeopático atua no organismo?

Os medicamentos homeopáticos trabalham nas regiões afetadas pelas enfermidades e, ao mesmo tempo, estimulam o organismo a restaurar o equilíbrio perdido.

A homeopatia, portanto, pode ser aplicada como um tratamento auxiliar que não interfere nos tratamentos indicados pela medicina tradicional, com a vantagem adicional de não possuir contraindicações.

Portanto, a homeopatia é capaz de tratar tanto doenças agudas – que precisam de solução imediata – como as enfermidades crônicas, que demandam tratamentos mais longos.

O ponto principal é que independente do problema de saúde que um paciente enfrente, a homeopatia irá melhorar a resposta de seu sistema imunológico e de todo organismo.

Caso tenha qualquer dúvida, converse com o médico homeopata de sua confiança.

Homeopatia para os Problemas de Pele

Neste artigo iremos apresentar informações sobre como a homeopatia pode ajudar no combate aos problemas de pele. Confira!

A pele é um órgão que reflete exatamente o funcionamento geral do corpo. Considerar essa totalidade caracteriza a abordagem homeopática.

Para o homeopata, as lesões da pele são uma verdadeira linguagem do corpo, o modo específico segundo o qual um paciente reage. Assim, o aspecto dessas lesões é o fruto das reações imunológicas. Além disso, uma afecção na pele é um dos modos de expressão de uma reação global no organismo.

A consulta permite compartilhar com o paciente essa visão integral, com a indicação não só de um medicamento homeopático como de providências relacionadas à qualidade de vida e à prevenção de doenças.

A anatomia da pele

A função da pele é proteger o organismo das agressões do meio exterior, permitindo-lhe entrar em contato com esse meio. 

A pele é constituída por três camadas, uma camada externa fina – a epiderme -, outra camada, interna e mais espessa – a derme -, e outra camada ainda, mais profunda, a hipoderme.

A epiderme

Tem o papel de reforçar a função de proteção da pele. À sua superfície se encontra uma camada fina de células mortas, a camada córnea, para garantir a resistência e a impermeabilidade.

A epiderme é formada por três tipos de células: os queratinócitos (que produzem as proteínas resistentes, as queratinas); os melanócitos (que secretam as melaninas, pigmentos castanhos responsáveis pela cor da pele, dos cabelos e dos pelos); e as células de Langerhans (encarregadas de proteger o organismo contra as infecções).

A derme

Graças às fibras de colágeno e de elastinas que contém, a derme assegura a solidez, resistência e elasticidade da pele.

A hipoderme

É formada por células ricas em gordura (tecido adiposo) e contém as glândulas que secretam suor (glândulas sudoríparas) que têm a função de regular a temperatura do corpo e a hidratação da pele.

Os anexos da pele

São os pelos, os cabelos e as unhas.

Os pelos e os cabelos nascem na derme, atravessam a epiderme e deixam a pele através dos poros. Uma glândula sebácea pode estar anexada a um pelo, formando um folículo pilossebáceo. As unhas são formadas por várias camadas bem duras de queratina. Elas são contornadas por uma pele superficial que forma uma prega, a cutícula, a qual fecha hermeticamente as regiões internas.

Os problemas de pele e o tratamento alopático

A medicina atual conhece mais de 2.000 doenças de pele, que são agrupadas de acordo com sua causa. Entre as causas podemos citar: os agentes exteriores, como o frio e o calor (responsáveis pelas reações alérgicas), os fatores psicológicos (que agravam o eczema, causando psoríase, etc.), os distúrbios endocrinológicos (responsáveis pela acne), os distúrbios imunológicos (que estão na origem de afecções como o lúpus eritematoso ou a esclerodermia), os tumores benignos ou malignos, etc. 

Existem inúmeras possibilidades de tratar essas afecções tanto por via local como por via oral.

A via local

Muito utilizada, remedia apenas as áreas doentes com a ajuda de pomadas, cremes ou loções. Trata-se, conforme o caso, de medicamentos à base de corticosteróides (contra inflamações), de antibióticos locais (contra infecções: impetigo, furúnculos, acne, etc.), fungicidas (contra os fungos: candidíase, pitiríase, etc.), antivirais (contra o herpes) ou antiparasitários (contra a sarna e os piolhos).

Existem outros tipos de tratamentos locais: a cirurgia dermatológica (para erradicar um tumor) e as terapias locais para tratar lesões, cicatrizes e para extirpar pintas (laser para eliminar angiomas); raios ultravioleta para tratar as formas graves de psoríase e radioterapia (para certos tumores malignos da pele).

A via oral

Recorremos a este tipo de tratamento quando o medicamento indicado não se encontra disponível para uso local ou não é capaz de penetrar na pele, ou, ainda, quando a doença é causada por um mecanismo interno, apenas acessível a um medicamento administrado por via oral. Trata-se, de acordo com o caso, de remédios antialérgicos, antibióticos, anti-inflamatórios (corticosteróides ou não), etc.

O método homeopático

Hahnemann observou que algumas pessoas propensas a doenças agudas constantes pareciam estar sempre doentes. Em sua pesquisa, concluiu que devia haver algo que bloqueasse a cura da pessoa. 

Definiu, assim, três tipos de predisposições, a que chamou de “terrenos”: psórico (hipertrófico), sicótico e sifilítico ou destruidor. As doenças dermatológicas graves, que não serão abordadas aqui, constituem a parte mais frequente do terreno sifilítico.

O terreno psórico (psora)

As afecções que se manifestam nesse tipo de predisposição, em geral alérgicas, têm sua origem e se manifestam na superfície do corpo, mais frequentemente por meio de crises de um modo “centrífugo” (do centro para o exterior): tudo se passa como se o paciente quisesse expulsar sua doença e melhorasse depois espontaneamente. 

A pele fica vermelha e quente; os pequenos vasos da pele se dilatam, em parte sob a influência da histamina, substância liberada pelo organismo em reação à penetração de uma substância estranha (antígeno). A urticária e o eczema são exemplos de doenças que se manifestam no terreno psórico.

O terreno sicótico (sicose)

Neste aspecto não existe mais uma inflamação aguda como a alergia, mas uma inflamação crônica: o estímulo é persistente e a proliferação dos glóbulos brancos, uma resposta normal do organismo, que não consegue eliminá-la. A doença perde a tendência de “ferver” como nas doenças agudas, e passa a “construir”, a levantar um muro de defesa em torno de si mesma. A vitória da imunidade contra o intruso torna-se, portanto, difícil.

Essas lesões são observadas nas pessoas cujo sistema linfático funciona mal, e manifestam-se de um modo mais discreto do que as doenças dermatológicas agudas. Sua localização é menos superficial, e geralmente são mais graves do que as doenças agudas. Mais contidas, parecem não “explodir”, mas se encobrir por longo tempo. 

A personalidade dos pacientes também difere bastante: assim, a criança que sofre de psoríase, exemplo de doença que ocorre no terreno sicótico, é menos barulhenta, inquieta e extrovertida do que uma criança que sofre de eczema. Seu sofrimento é mais contido, assim como suas lesões.

Diagnóstico e Classificação

Na medicina alopática, o diagnóstico das doenças de pele é baseado essencialmente no exame clínico, complementado, se necessário, por outras investigações (exame ao microscópio de um excerto de pele, análise sanguínea, etc.). 

Cada doença de pele se manifesta por sinais peculiares, que são decompostos em lesões elementares, como eritemas, vesículas e placas. Eventualmente essas lesões podem aparecer simultaneamente.

Na homeopatia, o exame clínico é o primeiro passo para uma investigação necessariamente profunda, já que essa forma de medicina pretende curar o paciente tratando-o em sua totalidade.

Assim sendo, a prescrição dos medicamentos homeopáticos para o tratamento de problemas de pele depende bastante das questões físicas e psicológicas particulares de cada paciente. Para fortalecer a imunidade dos indivíduos e restaurar a homeostase orgânica é, portanto, necessário fazer o acompanhamento com um médico homeopata de sua confiança.

Evite a automedicação.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Dor: uma epidemia silenciosa

Muitas pessoas convivem diariamente com variados tipos de dor. Tanto é que nos dias de hoje a dor pode ser vista como uma epidemia persistente e contínua, afetando de maneira considerável a qualidade de vida da população mundial.

Assim sendo, as ciências médicas têm como objetivo, desde seus primórdios, mitigar os desconfortos causados pelas dores. Entretanto, com o advento dos analgésicos e seu uso descontrolado, construímos uma sociedade ainda mais doente.

A epidemia das dores sobrecarrega sistemas de saúde e desfalca os cofres públicos. Mais do que isso, a demanda para abrandar tantos desconfortos físicos acarreta consigo muito sofrimento.

Grande parte dos fármacos utilizados para alívio da dor é composta por opioides. Com atuação direta no sistema nervoso, garantem que a percepção da dor não ocorra, proporcionando conforto e satisfação aos pacientes. Contudo, na imensa maioria dos casos, essa é uma solução paliativa, pois tais medicamentos não tratam a doença causadora dos sintomas, apenas seus efeitos.

Cuidar somente da eliminação ou supressão da dor não é a solução. Além do mais, essa abordagem pode mascarar a real gravidade dos quadro clínicos, trazendo complicações e cronicidade, sem contar os efeitos colaterais.

Analgésicos e os riscos para a saúde

A necessidade contemporânea de soluções práticas e imediatistas promove o consumo desenfreado dos medicamentos analgésicos. Em um mundo acelerado, parar não é uma opção e isso compromete a saúde das pessoas.

É evidente que em ambientes hospitalares, analgésicos potentes são fundamentais, inclusive nos cuidados com pacientes em estado terminal. Por isso, é tão crucial a decisão acertada dos profissionais de saúde sobre a verdadeira imprescindibilidade de sua prescrição. Afinal, o uso indiscriminado de tais substâncias causa dependência, reduz a expectativa de vida e pode, inclusive, causar a morte.

A homeopatia como aliada no combate à dor

Quando pensamos a medicina sob um viés integrativo e humanizado, a homeopatia se apresenta como um caminho terapêutico capaz de auxiliar sobremaneira no combate às dores. Há indícios de que a percepção da dor é indissociável do aspecto emocional dos pacientes e os traumas psicológicos muitas vezes possuem desdobramentos no universo físico.

Dessa forma, a homeopatia conta com medicamentos capazes de tratar dores severas e, ao mesmo tempo, cuidar da parte mental dos indivíduos.

Por ser uma terapia que trata o paciente como um todo, levando em consideração os mais diversos aspectos inerentes à condição humana, o que importa no tratamento homeopático é a forma com que os pacientes se sentem e como reagem em relação à dor.

Em outras palavras, a homeopatia apresenta uma abordagem distinta no enfrentamento das enfermidades, trazendo à tona uma reflexão holística sobre a questão das dores, sempre com responsabilidade e empatia.

Por ser uma alternativa mais segura e natural, com menos efeitos colaterais e sem risco de causar dependência química, o tratamento homeopático permite alcançar ótimos resultados quando realizado de maneira correta.

Artrite, Artrose e Dores nas Costas – Tratamento Homeopático

A homeopatia pode auxiliar no tratamento de artrite, artrose e dores nas costas – ou amenizar sua evolução – sozinha ou associada a outros tratamentos.

As articulações são estruturas frágeis, muito solicitadas, frequentemente sujeitas a lesões por vezes definitivas. Um medicamento homeopático bem escolhido pode aliviar as dores e interrompê-las ou, ao menos, retardar a evolução das lesões.

A anatomia das articulações

As articulações são estruturas que unem os ossos entre si e permitem movê-los uns em relação aos outros. Distinguimos vários tipos delas, segundo a forma e o grau de mobilidade que permitem.

  • As articulações imóveis: são ásperas, irregulares ou dentadas, e se encontram entre os ossos. As articulações do crânio são exemplos de articulações.
  • As articulações móveis: ligam as extremidades ósseas separadas umas da outras por uma cavidade articular. Nesse tipo de articulação, as superfícies ósseas são cobertas por um tecido elástico liso e resistente (a cartilagem) que reduz sensivelmente os atritos durante o movimento. A articulação é envolta por uma cápsula, revestida internamente por uma membrana fina, a sinovial. Esta última secreta um líquido, a sinóvia, que lubrifica as superfícies articulares e assegura a nutrição da cartilagem. O joelho e o quadril são exemplos de articulações móveis.

O reumatismo de origem mecânica: a artrose

A artrose resulta do desgaste da cartilagem que fortalece as juntas em consequência de um defeito mecânico, do uso exagerado da articulação (atividade esportiva ou profissional muito intensa), da obesidade ou do envelhecimento – sendo esta última causa a mais comum.

Os sintomas

A dor que a pessoa sente é chamada de “mecânica”, pois aparece quando se está em movimento e desaparece nos momentos de repouso.

Contudo, o problema pode se complicar, causando uma dor permanente, inclusive durante a noite.

O tratamento alopático

É essencialmente preventivo e consiste na luta precoce contra o excesso de peso, o desgaste das articulações e os microtraumatismos repetidos. Durante as crises com dor, o tratamento se baseia na administração de anti-inflamatórios. Quando a crise passa, a pessoa deve manter o repouso da articulação e fazer sessões de reeducação postural global (RPG). Quando a articulação está muito danificada, o médico pode indicar o implante cirúrgico de uma prótese.

O tratamento homeopático

Além dos casos em que houve a solicitação excessiva de uma articulação, a artrose é um distúrbio essencialmente ligado ao envelhecimento. Por isso, a melhor forma de tratá-la é tomar medidas para melhorar a qualidade de vida e fazer um tratamento homeopático que vai recomendar um medicamento baseado nos sintomas mais característicos do paciente.

O medicamento não exercerá efeito sobre o envelhecimento, propriamente dito, mas sobre o que torna esse envelhecimento doloroso: ainda que a artrose, por exemplo, seja muito frequente, nem todos sofrem dela, o que confirma que a velhice por si só não é sua causa.

A artrite: reumatismo de origem inflamatória

Reunidos sob o nome de artrite, os diversos tipos de reumatismo inflamatório caracterizam-se por dores nas articulações afetadas. Essas dores se manifestam sobretudo no final da noite e necessitam de um “desenferrujamento” matinal, isto é, cessam quando o paciente faz um alongamento antes de se levantar. Os sinais de inflamação (vermelhidão, inchaço, calor das articulações atingidas) se manifestam apenas em caso de inflamação aguda.

O tratamento alopático

Baseia-se na administração, de um lado, de remédios destinados a fazer desaparecer os sintomas (analgésicos para a dor, anti-inflamatórios e corticoides contra a inflamação); de outro lado, de remédios para combater o processo patológico propriamente dito (antimaláricos, sais de ouro, etc). Esses tratamentos são responsáveis por efeitos colaterais sérios, o que torna necessário um acompanhamento médico rigoroso. A alopatia também propõe tratamentos ortopédicos (cirurgia, próteses, ergoterapia, reeducação postural, etc.).

O tratamento homeopático

A homeopatia trata de modo muito personalizado os pacientes que sofrem de reumatismos inflamatórios. Apenas a busca do medicamento de fundo poderá permitir o alívio das dores, o fim delas ou, pelo menos, o retardamento da evolução da doença.

Dores nas costas 

Um mal extremamente comum, a dor nas costas pode ter múltiplas causas. Quando não é decorrente de um distúrbio das vísceras ou de uma espondilartrite, pode ter sua origem na má postura, no sedentarismo, no estresse, na deformação da coluna vertebral (escoliose, cifose, lordose, etc.), na osteoporose e, até mesmo, numa hérnia de disco.

Torcicolo

É uma contração dos músculos do pescoço que causa uma torção e uma dor forte. Em consequência, a cabeça fica numa posição inclinada. Normalmente o torcicolo desaparece espontaneamente depois de alguns dias. Se isso não ocorrer é necessário fazer uma consulta médica para detectar um eventual distúrbio subjacente (como artrose cervical, por exemplo). 

Dor ciática

A ciática é uma dor que se irradia ao longo do nervo ciático, podendo se estender por todo o percurso desse nervo, que vai das nádegas até os pés. A dor ocorre quando o nervo ciático é comprimido. Pode ser decorrente de problema de postura, movimento em falso, ou até de uma hérnia de disco.

O tratamento alopático para esses casos baseia-se no repouso e na administração de remédios e relaxante muscular contra a dor; em certos casos, o uso de uma coleira cervical ou coletes para manter a coluna vertebral ereta, pode ser necessário. Sessões de fisioterapia também podem ser indicadas.

O tratamento homeopático pode ser realizado com a prescrição de diferentes medicamentos que são escolhidos em função dos sintomas mais característicos do paciente. Podem trazer alívio prolongado em associação a outros tratamentos. Por isso, é fundamental realizar uma consulta com médicos homeopatas antes de tomar qualquer decisão.

Associação alopatia e homeopatia

Nada impede que a pessoa que se trata com alopatia possa recorrer à homeopatia. De fato, os tratamentos alopáticos não modificam as características pessoais, que são justamente as mais utilizadas para determinar um medicamento homeopático específico para o paciente. Portanto, é possível utilizar a homeopatia para aliviar problemas reincidentes, ao mesmo tempo que se usa a alopatia.

Procure seu médico, cuide da sua saúde e, se precisar, conte com a gente.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

A Boca e os Dentes – Tratamentos Homeopáticos

A homeopatia é uma excelente aliada da saúde da boca e dos dentes, particularmente na prevenção das afecções mais comuns, como as cáries dentárias e a retração da gengiva.

Quando o assunto é cuidados com a boca e os dentes, a homeopatia pode constituir um excelente complemento, principalmente na prevenção, e oferecer ajuda em diversas circunstâncias. Por exemplo: com os medicamentos destinados a combater a hipersensibilidade aos cuidados odontológicos ou o medo de se submeter ao tratamento odontológico.

A anatomia da boca e dos dentes

A boca e os dentes são parte integrante do aparelho digestivo: é na boca que os alimentos são mastigados pelos dentes antes de serem empurrados pela língua até a faringe e o início do tubo digestivo. Os dentes desempenham também papel estético, ao sustentar os lábios e as bochechas, e funcional, na emissão de sons. Um adulto possui 32 dentes.

  • Os incisivos (8) chatos e cortantes, cortam os alimentos.
  • Os caninos (4), longos e pontudos, despedaçam os alimentos.
  • Os pré-molares e molares (8 e 12, respectivamente) amassam os alimentos.

As diferentes afecções

A mais frequente é a cárie dentária, seguida dos abscessos, inflamações e retração da gengiva. A homeopatia pode oferecer alívio apreciável depois das extrações dentárias.

A cárie dentária

A cárie ocorre devido à ação combinada de três fatores: a herança genética, a alimentação rica em açúcar branco (balas, chocolates, doces, etc.) e a placa bacteriana (substância que se deposita sobre o dente, composta de restos de alimentos, saliva e bactérias). A cárie é a formação de uma cavidade no dente: as bactérias assimilam os açúcares, proliferam e secretam um ácido que ataca o dente. O processo desencadeia-se vinte minutos depois da ingestão de açúcares rápidos.

A prevenção e o tratamento clássico

A escovação cuidadosa dos dentes depois de cada refeição, complementada pelo uso de fio dental, é um meio eficaz de prevenir a formação de cáries. Além disso, é imprescindível consultar o dentista regularmente. Ele pode cuidar dos dentes afetados, fazendo as restaurações e os reparos necessários.

O tratamento homeopático

Ao considerar o paciente em sua totalidade, um tratamento homeopático de fundo permite fazer regredir a predisposição às cáries. São diferentes medicamentos que podem ser prescritos para distintas situações, como: dentição de leite atrasada, pacientes ansiosos e com desejo de açúcar, fístulas na gengiva e dentes quebradiços.

O abscesso dentário

O abscesso ocorre geralmente depois de uma cárie. É causado por uma infecção não tratada da polpa – tecido formado de nervos e vasos sanguíneos, situado no interior do dente. 

Quando a polpa é destruída, a infecção atinge o osso da mandíbula. Um abscesso dentário se manifesta por vermelhidão e por inchaço na gengiva e até no rosto, e por uma dor lancinante que dificulta a mastigação.

O tratamento alopático

Consiste em drenar o pus e em seguida higienizar os canais da polpa infectada. Uma vez que a inflamação é controlada, os canais são obturados e os dentes são eventualmente cobertos por uma coroa. Em geral é prescrito um antibiótico.

O tratamento homeopático

Em todos os casos de abscesso dentário as complicações podem ser graves, por isso deve-se consultar o dentista o mais rápido possível.

Como em alguns tipos de abscesso o dentista não pode intervir imediatamente, um medicamento homeopático pode contribuir para aliviar a infecção enquanto se espera o cuidado odontológico.

Gengivite e retração da gengiva

A inflamação das gengivas, ou gengivite, manifesta-se pelo inchaço das gengivas, que ficam vermelhas e sangram facilmente. Se não for tratada, essa inflamação pode atingir os tecidos de sustentação dos dentes, causando uma periodontite. 

A retração da gengiva deve-se a diversos fatores, como uma periodontite, má higienização bucal, má oclusão e ranger de dentes. A retração da gengiva é progressiva: a raiz do dente fica aparente, o que a deixa sensível ao calor e ao frio, ao açúcar e favorece o desenvolvimento de cáries sobre a parte exposta. A gengiva e o tecido de sustentação dos dentes podem, consequentemente, ser atingidos, havendo o risco de perda de dentes.

A prevenção e o tratamento odontológico

A prevenção desses problemas dentários mais graves deve começar na infância. É importante que a criança tenha os dentes na posição correta; se for preciso, deverá usar um aparelho ortodôntico. No adulto, os cuidados necessários são a escovação dos dentes após as refeições e a limpeza do tártaro feita com regularidade. 

Para tratar o ranger dos dentes existem placas que distribuem a pressão por toda a arcada dentária e são usadas durante a noite. Enfim, a periodontia propõe diferentes tratamentos, como a curetagem das gengivas.

O tratamento homeopático

Para o homeopata, a retração da gengiva é um problema tipicamente genético, que é necessário reequilibrar. Quanto mais precocemente a retração gengival for identificada, mais eficaz será o tratamento. 

Lembre-se de escovar bem os dentes

Para surtir efeito, a escovação dos dentes deve ser feita todos os dias, depois das principais refeições, durante mais ou menos três minutos. Escolha uma escova com cerdas macias e não deixe de substituí-la regularmente.

A escovação deve ser mais cuidadosa do que enérgica, devendo ser feita sobre todas as faces dos dentes, com um movimento que parte da gengiva em direção a eles.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Tratamento Homeopático para Males do Nariz, Garganta e Ouvidos

Atenção: alguns distúrbios do nariz, garganta e dos ouvidos justificam uma consulta médica devido a possíveis complicações, não devendo ser tratados por meio da automedicação, seja com o uso de medicamentos homeopáticos ou não. O intuito deste artigo é informativo. Em caso de dúvidas, recorra ao seu médico de confiança.

A homeopatia encontra um campo propício no tratamento das afecções otorrinolaringológicas, tanto nas fases agudas quanto nos estados crônicos e na sua prevenção.

Entre os adultos, cerca de 25% das consultas médicas em geral são ocasionadas por moléstia no nariz, na garganta e nos ouvidos. Um grande número desses problemas pode ser tratado pela homeopatia, que, além disso, pode diminuir a predisposição do paciente a adoecer, evitando que ele tome medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios.

Anatomia do nariz, garganta e ouvidos

Por meio do nariz, da garganta e dos ouvidos é que podemos respirar e ouvir. Esses órgãos também participam das funções da fala e da digestão, além de contribuírem para o equilíbrio.

  • O nariz

A parte inicial das vias respiratórias, o nariz, possui duas fossas nasais, que se abrem na frente através das narinas e por trás na parte posterior da garganta. A parede superior das fossas nasais é revestida por uma mucosa, onde se encontram células olfativas. Cavidades ocas e cheias de ar nos ossos da cabeça, os seios maxilares, abrem-se nas fossas nasais.

  • A garganta

É o interior do pescoço, que compreende duas áreas distintas: a faringe e a laringe.

  • A faringe se inicia nas coanas (orifícios posteriores das fossas nasais) e prossegue até a entrada do esôfago.
  • A laringe é um tipo de cilindro oco e rígido constituído por cartilagens, sendo que a mais volumosa, a cartilagem tireoide, desenha o pomo-de-adão. As cordas vocais fazem parte da laringe.
  • Os ouvidos

Cada ouvido é composto de três partes:

  • O ouvido externo é formado pelo pavilhão e pelo conduto auditivo externo;
  • O ouvido médio é constituído por uma cavidade, a caixa do tímpano (separada do conduto auditivo externo pelo tímpano) e os ossículos (martelo, bigorna e estribo). Comunica-se com a faringe por um canal, a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, que desempenha papel importante no equilíbrio da pressão.
  • O ouvido interno é formado por um conjunto de canais que constituem duas partes, a cóclea e o labirinto.
  • A função dos ouvidos
  • A audição. Os sons fazem o tímpano vibrar. Essas vibrações são transmitidas, por intermédio dos ossículos, ao ouvido interno, que as transforma em impulso nervoso, transmitido ao cérebro.
  • O equilíbrio. As estruturas situadas na parte posterior do labirinto, chamadas vestíbulos e canais semicirculares, informam sobre a posição da cabeça no espaço e seus deslocamentos.

Rinite  

Afecção benigna e extremamente comum na forma aguda, a rinite ataca a mucosa que reveste as fossas nasais.

  • A rinite aguda. Causada por uma infecção viral ou bacteriana, corresponde ao que chamamos de resfriado na linguagem comum.
  • A rinite alérgica. É uma forma de manifestação alérgica que se traduz por uma sensibilidade anormal a diferentes substâncias presentes no ambiente (os alérgenos: pólen, poeira, mofo, etc.). Manifesta-se, de acordo com o caso, por coceira no nariz, espirros constantes, nariz entupido, corrimento nasal claro e líquido, etc.
  • A rinite crônica. Trata-se de uma inflamação reincidente ou mais ou menos permanente das fossas nasais que tem origem num distúrbio vasomotor da mucosa do nariz; raramente é desencadeada por um fenômeno alérgico. Manifesta-se por obstrução do nariz e dor de cabeça, e pode ser acompanhada de pólipos e tumores benignos que se desenvolvem na altura das fossas nasais.
  • O tratamento alopático

A medicina convencional prescreve o tratamento para rinite aguda de acordo com os sintomas: medicamentos para descongestionar o nariz, repouso, etc. 

Para rinite alérgica, recomenda abolir, na medida do possível, o contato com o alérgeno em questão. Certos medicamentos anti-histamínicos (contra alergia) ou anti-inflamatórios aliviam os sintomas. Em alguns casos, uma dessensibilização (injeção de doses repetidas e crescentes do alérgeno em questão) pode ser proposta. 

O tratamento das rinites crônicas, por fim, visa a melhorar, se necessário, a ventilação do nariz, através de cauterização ou cirurgia.

  • O tratamento homeopático
  • A rinite aguda ou resfriado. Um tratamento homeopático pode aliviar rapidamente as manifestações de um resfriado. O medicamento é receitado conforme a descrição dos sintomas. 
  • A rinite alérgica. Um tratamento homeopático bem conduzido pode fazer desaparecer a predisposição genética para a alergia. Além disso, as manifestações agudas da rinite alérgica podem ser rapidamente aliviadas pela homeopatia. 
  • A rinite crônica. Para tratar esse distúrbio pela homeopatia é indispensável pesquisar um medicamento de fundo. 

Sinusite

É uma inflamação provocada por um vírus ou uma bactéria, de um ou de vários dos seios da face. Pode ser decorrente de uma infecção do nariz ou dos dentes. Manifesta-se por uma dor acima ou abaixo da órbita ocular, relacionada a uma sensação de tensão que aparece geralmente quando a pessoa está deitada, durante algum esforço físico, com tosse e ao fim do dia. Às vezes há corrimento purulento, tanto pelo nariz como na garganta.

  • O tratamento alopático

Baseia-se na administração de antibióticos e, se necessário, recomenda também anti-inflamatórios e analgésicos.

  • O tratamento homeopático

Em se tratando de sinusite, uma consulta médica é sempre aconselhada. Existe uma série de medicamentos homeopáticos que podem aliviar os sintomas da sinusite aguda enquanto se espera a consulta com o médico. No caso de sinusites crônicas, o médico homeopata deve determinar um medicamento de fundo.

Otite

É uma inflamação do ouvido que pode ocorrer de duas formas: a otite média (chamada simplesmente de otite, na linguagem cotidiana), inflamação do ouvido médio, e a otite externa, inflamação do revestimento do conduto auditivo externo.

  • A otite média 
  • A otite aguda. É uma inflamação decorrente de infecção por uma bactéria ou vírus, que, na ausência de tratamento, evolui para quatro estágios: otite congestiva (tímpano vermelho); otite catarral (tímpano liso e opaco); otite purulenta (tímpano convexo abaulado, o que indica a presença de pus na caixa do tímpano); otite perfurada (uma perfuração espontânea do tímpano deixa o pus escorrer para o exterior).
  • A otite serosa. Decorrente de um distúrbio da tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio traduz-se por uma secreção de líquido sem pus e se manifesta sob a forma de crises agudas sucessivas ou diminuição da audição.
  • A otite crônica. Decorrente da presença de um foco infeccioso permanente nas cavidades do ouvido médio, pode configurar-se de duas formas: otite mucosa, caracterizada por perfuração do tímpano e secreção marcada por episódios de rinofaringite, e otite colesteatomatosa, provocada pelo desenvolvimento de um quisto no ouvido, que se manifesta por um corrimento pouco intenso e dor latejante.
  • A otite externa

    É frequente nas pessoas que abusam do uso de cotonetes, o que elimina a cera, a camada protetora do conduto auditivo, e agride a pele do conduto. A otite externa manifesta-se por coceira, dor de ouvido às vezes violenta a ponto de impedir o sono, secreção malcheirosa e dor quando se toca o pavilhão do ouvido.
  • O tratamento alopático

O tratamento da otite média aguda baseia-se na administração de antibióticos e analgésicos; quando o tímpano está abaulado, às vezes é feita uma perfuração cirúrgica (paracentese).

O tratamento da otite serosa consiste em colocar no tímpano um pequeno aparelho que permite que o ar entre no ouvido.

Na otite crônica, uma intervenção cirúrgica para reparar o tímpano danificado às vezes é necessária. Enfim, o tratamento da otite externa se baseia em instilar gotas de antibióticos e anti-inflamatórios no ouvido.

  • O tratamento homeopático
  • A otite média. Uma otite aguda sempre justifica uma visita médica. Para aliviar a dor, diferentes medicamentos podem ser ministrados. Em relação à otite serosa é necessário um tratamento com o medicamento de fundo. A homeopatia, enfim, é incapaz de curar a perfuração do tímpano decorrente de uma otite crônica.
  • A otite externa. Muitas vezes os medicamentos homeopáticos prescritos conseguem aliviar os sintomas, sem a necessidade de utilizar medicamentos no local nem compressas.

Laringite

É uma infecção aguda ou crônica da laringe. A laringite aguda afeta sobretudo crianças pequenas e pode causar distúrbios respiratórios muitas vezes sérios. Portanto, sempre justifica uma consulta médica de urgência.

Distinguimos dois tipos de laringite aguda: a laringite catarral (voz rouca, respiração difícil) e a laringite estridulosa (espasmo da laringe, respiração muito difícil e tosse). A laringite crônica está frequentemente relacionada com o fumo, álcool ou uma predisposição genética; raramente é devida a uma fadiga vocal, ou uma infecção local, que se traduz essencialmente pela alteração da voz, que se torna rouca.

  • O tratamento alopático

Para tratar a laringite aguda, utilizam-se anti-inflamatórios por via oral ou local. No caso da laringite crônica, o tratamento é feito de acordo com a causa; recomenda-se parar de fumar, repousar a voz no caso de fadiga vocal, etc.

  • O tratamento homeopático

Fazer uma consulta médica deve ser a regra no caso da laringite, especialmente ao tratar de crianças pequenas. De qualquer modo, um medicamento homeopático bem escolhido pode tratar rapidamente a laringite aguda.

Inflamação da garganta

É a inflamação aguda das amígdalas, na garganta, de origem bacteriana ou viral. 

A amigdalite é muito comum na infância, na adolescência e entre adultos jovens, e pode assumir várias formas : inflamação vermelha (mucosa da garganta avermelhada de modo anormal), inflamação branca (presença de uma camada esbranquiçada) e inflamação infecciosa (presença de pus). 

As inflamações sucessivas da garganta resultam da presença de um foco infeccioso permanente no tecido das amígdalas ou de uma imunodeficiência.

A inflamação da garganta causa dificuldade em engolir, inchaço dos gânglios e muitas vezes febre. Se não for tratada, a infecção provocada por estreptococo pode se complicar, transformando-se numa grave inflamação das grandes articulações e do coração (reumatismo articular agudo).

  • O tratamento alopático

Baseia-se na prescrição de antibióticos para prevenir uma eventual infecção por estreptococo e evitar a reinfecção. Em certos casos de amigdalites crônicas, indica-se uma cirurgia para a retirada das amígdalas.

  • O tratamento homeopático

A homeopatia pode tratar rapidamente uma inflamação da garganta com auxílio de diferentes medicamentos receitados conforme as características dos sintomas.

Caso ocorram reincidências, o tratamento cuidará da predisposição do paciente e, portanto, será necessário estabelecer um medicamento de fundo. 

Evite a automedicação e, sempre que necessário, marque uma consulta com os profissionais da saúde em que você confia.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

Uma Breve História da Homeopatia

Apresentaremos neste artigo uma breve história da homeopatia. Esperamos que gostem do conteúdo. Boa leitura!

Os princípios da homeopatia foram propostos no final do século XVIII pelo médico alemão Samuel Hahnemann, que, decepcionado com a medicina do seu tempo, empenhou-se em conceber um novo modo de tratamento. Essa terapia ganhou vários adeptos rapidamente, mas também vários oponentes.

Os precursores

A história da homeopatia se inicia com Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843). Em 1796 ele nomeia essa nova medicina a partir das palavras gregas “homoios” (“semelhante”) e “pathos” (“aquilo que se sofre”). Para alguns historiadores, encontramos na obra de dois ilustres predecessores de Hahnemann, Hipócrates e Paracelso, os fundamentos de vários princípios homeopáticos fundamentais. De fato, Hahnemann era erudito e certamente conhecia os exemplos de tratamento por meio de substâncias semelhantes, veiculados pela tradição hipocrática. Sua originalidade foi sistematizar a hipótese e comprová-la por meio de um enorme trabalho experimental.

  • Hipócrates e o tratamento pelos semelhantes

A história da medicina ocidental tem início com o médico grego Hipócrates (460-377 a.C.). Sua obra contém algumas observações próximas de um dos conceitos fundamentais da homeopatia: o tratamento a partir dos semelhantes. Contudo, Hipócrates não tira nenhuma conclusão sobre o uso sistemático dos semelhantes; além disso, essas observações têm caráter isolado, já que o autor recomenda tratamentos pelos contrários em vários textos.

  • A “teoria das assinaturas” de Paracelso 

Para outros historiadores, é na obra de Paracelso (1493-1541) que devemos procurar a origem da homeopatia. De fato, Paracelso é autor de uma “teoria das assinaturas”, segundo a qual o Criador havia deixado na aparência das plantas os indícios (como uma espécie de “assinatura” divina) que permitem ao homem deduzir-lhe as virtudes medicinais. Contudo, Paracelso via uma analogia entre o aspecto físico de uma planta e suas propriedades, enquanto a homeopatia é fundada sobre a relação entre os sintomas que uma substância produz sobre os indivíduos são e aqueles que ela cura nos doentes.

Decepções de um jovem médico

Hahnemann nasceu em 10 de abril de 1755, em Meissen, pequena cidade da Saxônia, na Alemanha. Aos 20 anos, ingressa no curso de medicina de Leipzig. Aos poucos, ele mesmo financia seus estudos, com traduções e aulas particulares de grego e francês. Hahnemann continua os estudos em Viena, mas acaba interrompendo-os por falta de dinheiro. 

Mais tarde, o governador da Transilvânia o contrata como médico particular, e lá ele se inicia na franco-maçonaria. Hahnemann termina seus estudos em Erlagen e defende sua tese em 10 de agosto de 1779. Desde então, passa a exercer a medicina e continua a traduzir obras médicas. 

Mas o jovem médico acha a medicina de seu tempo precária, e deixa de praticá-la em 1790. É fato que a arte médica do final do século XVIII não curava satisfatoriamente: faltava rigor à teoria em consequência da incorreção dos experimentos: utilizava-se ainda a classificação de Galeno, segundo a qual as doenças são causadas pelo excesso de calor, umidade, secura ou frio, estados aos quais se opõem os medicamentos, classificados segundo as mesmas categorias. “A sangria, os antiflogísticos (substâncias que supostamente combatem a inflamação), os banhos mornos, as bebidas diluentes, as dietas, os depurativos, os eternos purgativos e enemas constituem o círculo vicioso no qual giram os médicos alemães”, escreveu então Hahnemann.

A cura pelo semelhante

De 1790 a 1796, Hahnemann viveu exclusivamente de suas traduções. Cada vez mais frequentemente ele fichava as obras que traduzia e não hesitava em registrar seu desacordo com o autor. Assim, em 1790, ao traduzir a Matéria médica do escocês Cullen (1710-1790), ele escreve uma nota importante sobre a casca da quina, de que se extrai a quinina. Cullen afirma que ela é eficaz nas febres intermitentes porque suas propriedades amargas e adstringentes (constipantes) exercem uma ação fortificante sobre o estômago. Hahnemann discorda dessa opinião.

Acrescenta que ele mesmo tinha experimentado tomar “durante vários dias, duas vezes por dia, 4 dracmas (1 dracma = cerca de 3,24 gramas) de boa quinina”, e depois descreve minuciosamente o que sentiu em decorrência dessa experiência, que assim resumiu: “Eu tive todos os sintomas que habitualmente acompanham a febre intermitente”. Mais tarde, Hahnemann afirma: “A casca peruana (quinina), utilizada como medicamento para febre intermitente, funciona porque ela pode produzir, nos indivíduos sãos, sintomas semelhantes àqueles da febre intermitente”.

Dois novos conceitos na história da homeopatia: o infinitesimal e a dinamização

Ao mesmo tempo que multiplica as experimentações sistemáticas de várias substâncias medicinais no homem são, Hahnemann retoma a prática da medicina, desta vez homeopática, para se certificar de que cada substância escolhida segundo os sintomas que provoca é capaz de curar os pacientes que apresentam esses mesmos sintomas.

Durante seus experimentos, Hahnemann faz uma descoberta curiosa: a administração de um medicamento semelhante pode provocar um agravamento do estado do paciente, seguido de sua melhora. Ele conclui que os sintomas provocados pelo medicamento se juntam àqueles decorrentes da doença antes de o corpo reagir contra esse conjunto, e por isso as doses devem ser diminuídas para evitar intoxicações. É assim que ele testa com sucesso as dosagens cada vez menores, que chamamos hoje em dia de “infinitesimais” e que ele classificou na época como “imateriais”.

Por outro lado, suas pesquisas põem em evidência um fato ainda hoje sem explicação: quando os medicamentos são simplesmente diluídos, são pouco operantes; quando eles são agitados energicamente a cada diluição, se tornam eficazes. É por isso que Hahnemann não fala em diluição e sim em “dinamização”.

  • Primeiros sucessos, primeiros adversários

Em 1805, Hahnemann publicou Fragmentos sobre os efeitos positivos dos medicamentos observados no homem são. Estabelecido em Torgau, ele assiste ao sucesso crescente da nova medicina e à chegada de doenças vindas de muito longe. Ao mesmo tempo, surgem os primeiros críticos da homeopatia. Nessa época, Hahnemann abandona as traduções para se dedicar exclusivamente às próprias obras: Medicina da experiência, de 1806, e Órganon da arte de curar, publicado em 1810. Esta última, que apresenta essencialmente os grandes princípios da homeopatia, ganha várias edições em toda a Europa e América do Norte.

A difusão da homeopatia

Em 1811, Hahnemann volta a Leipzig, onde publica o primeiro volume da Matéria médica pura (coletânea das propriedades curativas dos medicamentos) e consegue autorização para dar aulas na universidade. Recebe o apoio de seus jovens alunos: trinta e sete deles contribuem com as experimentações necessárias ao segundo volume da Matéria médica pura, lançado em 1821. Mas, se o número de homeopatas aumenta, cresce também o número de seus adversários. 

Devido às críticas, Hahnemann se transfere de Leipzig para Anhalt-Koëthen, onde reside de 1820 à 1835, sob a proteção do duque Ferdinando.

Em 1828, Hahnemann publica a primeira edição do Tratado das doenças crônicas, um marco para a história da homeopatia e que traz uma inovação: a consideração, no estudo de cada caso, também dos sintomas anteriores àqueles mais recentes, que motivaram a consulta. A doença crônica, segundo Hahnemann, é um tronco sobre o qual brotam, como ramos, os diferentes episódios patológicos da vida de cada um. Em outras palavras, a prescrição de um medicamento escolhido em função do conjunto desses sintomas alcança resultados incomparavelmente superiores aos das prescrições baseadas apenas nos sintomas do momento.

  • Os anos parisienses

Em junho de 1835, Hahnemann se instala em Paris, onde a homeopatia já é conhecida nos meios intelectuais. Entretanto, no seio da comunidade de homeopatas surge uma divisão: alguns discípulos de Hahnemann seguem seus princípios rigorosamente (atualmente os chamamos de “unicistas”, porque prescrevem apenas um medicamento por vez); outros preconizam o uso de vários medicamentos simultânea ou alternadamente (são os “pluralistas”) e editam uma revista em Leipzig a partir de 1822. É a corrente pluralista que triunfa em Paris. Os oito anos parisienses são, contudo, os mais felizes da vida de Hahnemann, que mantém uma atividade médica e literária surpreendente para a sua idade. Ele morreu em 2 de junho de 1843, aos 88 anos de idade.

Sucessos e percalços na história da homeopatia

A difusão da nova medicina colide com as críticas violentas proferidas pelos adeptos da medicina alopática. Ela é bem-sucedida em vários países, como testemunham os exemplos francês e norte-americano.

Na França, a homeopatia é introduzida por intermédio de um personagem original, o conde Guidi (1769-1863), erudito e médico engajado na homeopatia em 1828, depois de ter comprovado a eficácia da nova medicina em sua mulher. Ele aprende os princípios dessa disciplina e a exerce inicialmente em Drôme e, a partir de 1830, em Lyon.

Guidi forma vários discípulos, entre os quais Benoît Mure, viajante infatigável que funda escolas de homeopatia na Sicília, em Portugal, no Brasil, Índia e no Egito.

Mas a introdução da homeopatia enfrenta uma enorme resistência, principalmente por parte da Academia de Medicina, hostil ao reconhecimento oficial da Sociedade Homeopática de Paris.

François Guizot, então ministro da Educação, usa de todo o bom senso no debate, dando uma resposta pragmática: “Se a homeopatia for uma quimera, ela cairá por si mesma”. Cerca de vinte anos mais tarde, em 1858, um ruidoso processo opôs o jornal União Médica aos homeopatas. Em 1860 havia apenas quatrocentos homeopatas na França, para um total de médicos entre 15 mil e 18 mil.

  • Da Alemanha aos Estados Unidos via Guiana

A homeopatia foi muito mais bem aceita num país jovem, os Estados Unidos. O introdutor da nova medicina foi Constantin Hering (1800-1880), cirurgião alemão que, depois de ter sido curado de um começo de gangrena no dedo por um discípulo de Hahnemann, engajou-se completamente na homeopatia.

Em 1826, o Instituto Blochmann de Dresden encarregou-o de uma missão na antiga Guiana Holandesa (atual Suriname), onde ele deveria formar uma coleção de espécimes desconhecidos pelos botânicos europeus. Nos intervalos do trabalho, Hering fazia experiências homeopáticas, que os amigos de Hahnemann publicam, causando a indignação do instituto e do rei da Saxônia. 

Hering então se demite e instala-se em Paramaribo (capital do Suriname). Chamado por um de seus discípulos alemães a Filadélfia, mergulhada numa epidemia de cólera, organiza escolas superiores de homeopatia, lançando as bases de um movimento de real amplitude: em 1900 existiam 1.500 homeopatas nos Estados Unidos, ou seja 15% dos médicos do país.

O século XX: declínio e renovação na história da homeopatia

O século XX assistiu ao aparecimento de uma medicina mais científica, e os homeopatas não puderam fazer vista grossa às vantagens inegáveis que a medicina convencional oferecia aos doentes. Isso pode explicar o declínio da prática homeopática na primeira metade do século XX. Nos anos 1950, a situação torna-se mais equilibrada. Apesar dos avanços científicos, que põem em xeque a prática exclusiva da homeopatia, a desaceleração no progresso da medicina alopática, a percepção dos efeitos colaterais, o custo das tecnologias modernas e o progresso da homeopatia (multiplicação dos medicamentos, refinamento das técnicas de prescrição, etc.) impulsionam essa medicina.

  • A redescoberta da homeopatia

O médico genovês Pierre Schmidt (1894-1982) recolheu nos Estados Unidos os ensinamentos dos últimos mestres hahnemannianos e os divulgou em todo o mundo. Além disso, fundou a Liga Internacional de Homeopatia. Os médicos atuais puderam, então, descobrir que a obra de Hahnemann tinha nascido de uma revisão racional dos conhecimentos médicos de seu tempo, e de uma organização desses conhecimentos segundos princípios estáveis e válidos de experimentação sistematizada. Em suma, puderam descobrir que Hahnemann foi a encarnação desses espíritos iluminados em que o século XVIII foi fecundo.

Nós, da Injectcenter, temos a honra e a responsabilidade de dar continuidade ao legado de tantos mestres e profissionais que dedicaram a vida ao trabalho e estudo da homeopatia.

Contem com a gente sempre que precisarem!

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.